Mostrando postagens com marcador Sugestão de Tarefa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sugestão de Tarefa. Mostrar todas as postagens

19 junho 2011

Atividade extra para o feriadão...

Ao navegar pela 'net', me deparei com uma reportagem do G1, aqui, que dizia mais ou menos assim: "(...) o arquivo de Albert Einstein será digitalizado e disponibilizado na internet dentro de um ano. O arquivo contém mais de 80 mil documentos do cientista judeu (...)". Até aí, tudo bem. Mas, o que mais me chamou atenção foi a afirmativa do diretor do "Arquivo Albert Einsteins", da Universidade Hebraica, que dizia "é a coleção mais importante de seus documentos e uma coleção importante da história do século 20". Além do mais, a reportagem afirmava que a coleção inclui cadernos de pesquisa, correspondências e artigos.
Eu não sei se foi culpa da tradução para o português, mas o fato é: o arquivo pessoal de Albert Einsteins não é uma coleção. Uma coisa é o cara ter uma colação de latinhas de cerveja ou de a menina ter uma coleção de bonecas. Mas, querer dizer que um fundo arquivístico pessoal e uma coleção são a mesma coisa, aí é demais para o meu coração. Rs!
Vale ressaltar que a coleção (a reunião artificial de documentos que apresentam alguma característica em comum) difere do fundo de arquivo pela ausência de organicidade. Assim, um fundo arquivístico apresenta subdivisões orgânicas, onde os documentos de arquivo são organizados em séries. Já em uma coleção o máximo que podemos ter é uma organização baseada em um sistema de ordenação geográfico, cronológico, onomástico, entre outros.

Assim, venho propor uma atividade extra.

1. Discuta a diferença entre arquivo pessoal e coleção.

2. Quais são as principais espécies documentais que aparecem nos arquivos pessoais?

3. Como discutir a tipologia nos arquivos pessoais?

4. Suponha que uma instituição pública receba documentos que não são de arquivo, mas que estão inseridos no fundo de determinada pessoa. O que ela deve fazer com relação a esses documentos sob a sua custódia?

Essa atividade é opcional e individual;
Prazo: até o dia 26/06/2011, às 23:59.

----
Adrielly Torres

15 junho 2011

Silvio Santos não morreu...

Todos já estão cansado de saber que, diariamente, circulam na internet milhões de notícias falsas, o que deixa muitas pessoas inseguras e sem saber em quais informações realmente devem acreditar. Prova disso é que, há mais ou menos 2 anos, um famoso site de fofoca notícias, OFuxico, parceiro do grande portal Terra, publicou matéria informando que Silvo Santos havia falecido naquela noite de sexta-feira. Logo em seguida, porém, o site ficou fora do ar por vários minutos. E, então, voltou com uma nota de esclarecimento informando que o site havia sido invadido e que tal notícia era falsa (além de lamentar os incovenientes causados e informando que o Silvo Santos estava muito bem).

Então, vamos ao que realmente interessa...
A atividade optativa da semana consiste em:

1. Analisar diplomática e tipologicamente as três situações a seguir.

- Notícia publicada no site Ofuxico sobre a morte de Silvio Santos;


- E-mail que circulou pela internet sobre a morte de Silvio Santos;


- Nota de esclarecimento publicada no site Ofuxico comunicando que a notícia era falsa;


2. Discutir sobre os conceitos de autenticidade e integridade dos documentos eletrônicos. Lembrando que esses dois conceitos são pressupostos fundamentais para que os documentos eletrônicos tenham força probante.

Esta atividade é individual e optativa;
Deve ser postada na parte de comentários até o dia 19/06/2011, às 23:59;

----
Adrielly Torres

25 janeiro 2011

Novos desafios - atividades extras.

Pessoal, temos mais dois novos desafios, ideais para quem já é fera em diplomática ou para quem acha que precisa de uma chancezinha a mais. São desafios propostos por dois grupos e deverão ser respondidos individualmente nos blogs proponentes, com referencia nos comments daqui:
Os grupos proponentes ficarão responsáveis por analisar as respostas recebidas no próprio blog.

Para que a atividade extra possa ser considerada na planilha de avaliação é imprescindível que ela seja postada e comentada antes do dia 01/fev/2010. Assim, para dar tempo hábil para os grupos proponentes fazerem os comentários sugiro (isso pode ser acordado com cada grupo) o prazo padrão das 18h59mim desta 6ªf, dia 28/01.

________________
André Lopez

22 janeiro 2011

Top Post do Semestre


Visando estimular o aprimoramento dos blogs, a equipe de Diplomática e Tipologia criou a premiação do Top Post do Semestre. O post vencendor será copiado e exibido em página (aba) específica deste blog, durante um semestre inteiro. Os grupos devem inscrever as postagens no campo comment, abaixo, indicando a respectiva url e o semestre cursado. O prazo final para recebimento das candidaturas é: dia 30/01/2011, domingo, às 18h00, horário de Brasília. Nessa primeira edição serão escolhidos os Top Blogs de 1/2009, 2/2009, 1/2010 e 2/2010.

_________
André Lopez

25 novembro 2010

Espelho, espelho meu ...


A era dos blogs e dos desafios na Arquivologia apenas começou. O blog Archives Online lançou, no dia 24 deste mês, um desafio aos bloguistas da área: postar uma imagem que reflita a atuação do arquivista e sua transformação histórica. A foto deve ser acompanhada de uma pequena sinopse. O prazo dado pelo Blog é até o dia 08 de dezembro.

Chegou a hora da nossa vingança. Cansado de ver aqueles filmes (como Tropa de Elite II) onde o personagem vai receber uma punição e é obrigado a exercer a função de arquivista? Então está na hora de se manifestar e perguntar: que imagem me representa?

Vale a pena pensar!

Postado por Rodrigo Ávila


16 novembro 2010

Desafio do além



O blog Olha o Passarinho em parceria com o blog Memórias Póstumas armaram um desafio intrigante para os coleguinhas. A história envolve uma morte e uma foto.
Um senhor muito infeliz com a morte da sua 'branca-de-neve' decide que não suportará a saudade e enterra ela em um caixão de vidro no meio da sala de estar.
Absurdo? Verdade? Visite qualquer um dos dois blogs e deixe sua resposta até o dia 19/11. Segundo os desafiantes, quem tiver o melhor argumento sobre os fatos/farsas ganhará um livro.

Esta é uma atividade Optativa.

Rosamaria Mello

03 setembro 2010

Personagem de famosa série de TV revela ser fã do Blog de Diplomática e Tipologia Documental

A recente discussão promovida por este blog acerca de como um curso de doutoramento pode comprometer o desempenho profissional de um arquivista (ver post aqui) trouxe de volta um famoso personagem da extinta TV TUPI: o Vigilante Rodoviário. 


Temendo o assédio dos fãs, o famoso personagem não se identificou e optou por permanecer no anonimato. Entretanto os indícios que apontam para ele são bastante fortes, como revelam dois comentários seus feitos no mencionado post:
  • "Condizer com as atuais atividades" e "funções/atribuições de Arquivista" são coisas completamente diferentes. A questão é se ele REALMENTE utiliza o conhecimento adquirido em prol do Arquivo Nacional, ou se a instituição serve apenas como fonte de renda e/ou trampolim para atividades que ele realiza fora dali. Quem está lá dentro, bem sabe, que nem tudo é como parece. Infelizmente. O contexto é tão importante quanto o fato. (Postado por Anônimo em 31/08/2010 22:01:00)
  • E complementando o comentário pouco acima sobre "historiadores amadores", ao que parece, a carreira que ainda não possui "estrada" é a Arquivologia, que pouco mostrou até hoje. (Postado por Anônimo em 31/08/2010 22:08:00)
A defesa do "patrulhamento" por quem é bem rodado pelas "estradas" acabaram por comprometer o anonimato de nosso ilustre internauta.  Longe de querer roubar a "cena" acho que os acurados comentários deste personagem merecem algumas observações:

  • Talvez eu esteja um pouco desatualizado quanto aos novos rumos da história, mas não sabia que a Odebrecht, grande construtora de estrada, tenha mudado de ramo e passado a financiar carreiras de engenheiros históricos nos arquivos. O fato de "nós", ou melhor, vocês historiadores rodoviários, terem, por mais de um século, considerado a Arquivologia como ciência auxiliar da história tenha contribuído para esse estado de coisas. Na minha época não era a Odebrecht que estava em voga, porém um alemão chamado Brecht que nos instigava a não se calar perante injustiças. 
  • Definir, como o Sr. advoga no coment das 22h01, o controle institucional da ciência já levou a humanidade para "caminhos rodoviários" sem saída. A Inquisição, o "Socialismo Científico" (como área do "conhecimento") e a queima de livros pelos nazistas são apenas exemplo da tentativa de instrumentalização da ciência para este ou aquele fim. Caso o Sr. tenha interesse sobre opiniões mais detalhadas minhas sobre esse assunto indico que acesse aqui outro post em meu blog de metodologia. Quem tem o poder de dizer o que é realmente útil para o Arquivo Nacional? Eu, há anos, tenho criticado a resolução 14 do CONARQ, mas tais críticas não parecem ser úteis para o AN, porque vão na direção contrária do que a instituição postula (sobre esse ponto, ver, por exemplo, post anterior aqui). Em 2008, no Congresso Brasileiro de Arquivologia, fui ofendido por uma servidora do AN que não admitia que eu discordasse de um verbete do dicionário de nossa maior instituição arquivística posto que ele fora escrito com base em parecer jurídico sobre a legalidade do "ser arquivísta". Não parece ser o caso de chamar a CBDA para instalar um trampolim, porém de tentar entender qual é o nível de debate, e as críticas dele resultantes, que a instituição está disposta a patrocinar em nome da ampliação da construção do conhecimento científico na área. Do contrário, o AN continuará a integrar a literatura acadêmica apenas por meio de suas normatizações técnicas ao invés de contribuir com discussões científicas reconhecidas por quem faz ciência no país e no mundo. 
  • Como professor de um conceituado curso de Arquivologia gostaria muito que meus alunos almejassem ser arquivistas do AN; como coordenador de um conceituado curso de pós-graduação em Ciência da Informação eu também gostaria que os arquivistas do AN pudessem se aperfeiçoar na pós-graduação, ajudando a tornar a área mais científica. Se isso não começar a ocorrer, a pós-graduação com temas da Arquivologia estará fadada a continuar a "pegar carona" nos programas de História ou de Ciência da Informação. Meu desejo é que a Arquivologia possa construir uma "estrada" ampla e segura a ponto de não precisar de "patrulhamento".
Sugestão de atividade: discutir a autoria e a autenticidade diplomática dos coments do Vigilante Rodoviário. Um bom subsídio pode ser encontrado no desafio sobrenatural proposto pelos alunos desta disciplina. Acesse aqui o post-desafio do Diploarte e veja como o debate aberto estimulado por este blog pode contribuir para a formação de novos arquivistas.

Esse tipo de inovação no aprendizado de Arquivologia recebeu indicação para o prêmio internacional FRIDA. Veja o post aqui e VOTE por este blog acessando este link.

02 setembro 2010

100 anos do Corinthians

Na semana do centenário do time mais democrático do país, este blog não poderia deixar a efeméride em branco.  A imagem abaixo é parte integrante de um documento arquivístico, além de ter um inegável valor histórico por representar o primeiro registro de manifestação pública em prol da anistia.


A sugestão de atividade é a discussão diplomática e tipológica de três documentos, considerando diferentes contextos de produção:
  • O negativo fotográfico da imagem acima, sob a ótica de um fotógrafo contratado por um grande jornal.
  • O recorte de jornal reproduzido acima feito por um militante político pró-anistia.
  • O recorte de jornal reproduzido acima feito por investigador do DEOPS-SP.
  • A faixa da anistia como documento dos militantes que a empunham:


Parte da solução pode ser encontrada aqui.

Postado por André Lopez

26 julho 2010

Entrevista sobre o SAUSP

Um dos primeiros sistemas de arquivos universitários a ser implantado no Brasil foi o SIARQ da Unicamp, O CEDEM, da UNESP veio depois. Nas três grandes universidades de São Paulo o SAUSP foi o último, porém produziu importante material de referência sobre os arquivos universitários, solidamente embasados na teoria arquivísitica.

A coordenadora do sistema, Johanna Smit, que já esteve na UnB proferindo palestra sobre o tema, conta um pouco dos percurso do SAUSP:

.

Acesse aqui a página do SAUSP e baixe as publicações de referência.

Sugestão de atividade:
Baixe aqui o "Glossario das espécies...." e o analise à luz das discussões da disciplina.

Postado por André Lopez.

21 junho 2010

Tarefas da semana?



Vocês decidem!

Pessoal,

Esta semana, vocês não terão uma nova tarefa para fazer. Portanto, os grupos que quiserem, poderão aproveitar este tempo para colocar as atividades (principalmente as obrigatórias) não realizadas em dia. Vocês poderão fazê-las e postá-las até sexta, 25/06 às 18:59. As tarefas atrasadas, feitas neste período, valerão menos do que as que foram feitas e postadas no prazo determinado, mas vale a iniciativa de fazê-las pelo aprendizado e também para sanar as possíveis dúvidas. Aproveitem essa oportunidade para estudar. Afinal, a prova está chegando!

Até mais!

Flávia Ataide.

16 junho 2010

Análise de autenticidade automática: será que isso é possível?


Técnica desenvolvida na Unicamp permite a identificação de cédulas, documentos, alimentos e até remédios falsificados, de maneira mais rápida que os métodos convencionais. Será que isso pode ajudar ao arquivista determinar a autenticidade de documentos? 




Veja a reportagem no Correio Brazilense on-line clicando aqui e/ou baixe o texto impresso em pdf clicando aqui.

Eu, como professor fico imaginando se um aparelho destes me ajudaria a identificar aqueles atestados médicos fajutos que alguns alunos me entregam quando faltam em uma prova. Será que a máquina ainda permitiria diferenciar os trabalhos autênticos dos alunos daqueles "psicografados" da Internet? Ou será que essa última questão é um problema de veracidade e não de autenticidade?

Qual é a sua opinião? 


Postado por André Lopez

15 junho 2010

PREMIAÇÃO: antes tarde do que mais tarde ainda


Finalmente, após um árduo processo, com um trâmite extremamente moroso, o Blog de Diplomática e Tipologia divulga o resultado do desafio "Diplomática do dia-a-dia" (clique aqui para ver o desafio).

Categoria Análise Diplomática: blog "A hora de comunicar" (ver resposta aqui) com uma análise interessante, apesar de não definirem o nome do documento

Categoria Análise Tipológica: blog "Escoteiros diplomáticos" (ver resposta aqui), que, apesar de não discutir os diferentes contextos propostos, ao menos fez a diferenciação deles.

Categoria Análise Contextual Subjetiva do Conteúdo: muitos grupos não realizaram e outros limitaram-se a tentar descrever objetivamente o conteúdo. O  blog "A hora de comunicar" (ver resposta aqui) não foi lá muito subjetivo, mas, pelo menos, trouxe elementos externos para a análise.

Parodiando Machado de Assis: - Aos vencedores as batatas!



Postado por André Lopez


03 junho 2010

Pesquisa de opinião


Parabéns!

Os alunos deste semestre estão de parabéns. Fazendo os desafios e discutindo os assuntos abordados na nossa disciplina. Discussão está que não está somente em nível de UnB, pois nos blogs, além do blog mãe, já chegaram ao nível internacional.

Estamos orgulhosos com o trabalho que alguns estão tendo. Nós dizemos alguns, porque mesmo em período de greve estivemos monitorando as atividades em grupo e individualmente.
Para que esta ferramenta continue sendo tão eficiente e eficaz queremos saber a opinião de vocês a respeito. Então, a partir de agora comentem, aqui no blog-Mãe, os seguintes itens:

a)  Você está acompanhado os blogs do curso?
b) Qual é o motivo principal que leva você a acompanhar os blogs?
c)  Qual é o seu blog preferido?
d) Os blogs os incentivaram a procurar textos e sanar dúvidas mesmo durante a greve?
e) O que acha que poderia ser feito para melhorar e ampliar as discussões?
f) O que você tem achado dos comentários dos alunos nos diversos blogs?
g) Qual o post que você mais gostou (indique o blog)?
h) Etc...

Esses comentários são livres e a atividade não é obrigatória.

31 maio 2010

Jogo dos Infinitos Erros

Hmmm... 1 equívoco! 2... 3... 4... Até quantos vamos conseguir contar?!
Pois é meninos, nessa última semana uma reportagem da revista Ciência Hoje das Crianças teve grande repercussão no meio arquivístico. A matéria é da edição 211, do mês de Abril desse ano. O grupo Hora de Comunicar estava antenado e dedicou o post Quando crescer vou ser arquivista para informar os seus usuários o que é ser arquivista.

Será que esta matéria realmente mostra para as crianças o que é ser um arquivista? Será que ela nos descreve bem? Descreve nosso trabalho e nossas funções? Leiam, releiam e brinquem! Isso mesmo! BRINQUEM! Vamos ver quem acha mais erros nessa reportagem. Talvez não seja um jogo dos 7 erros, mas comentem aqui quais os equívocos identificados por vocês.
Clique aqui para ler a matéria.
Enjoy it! ;)

Larissa Marques Martins

10 maio 2010

Exemplo de diplomática cotidiana

O Correio Brazilienese de hoje, em reportagem sobre fraude em instituições de ensino do DF (leia aqui a reportagem) faz, sem saber, uma excelente análise diplomática de como deveria ser certificado de conclusão, indicando a disposição das informações e o trâmite necessário para que alguns registros de validação possam ser incorporados ao documento. O esquema do documento "genérico" é reproduzido abaixo:



Sugestão de atividade:

Analise tipologicamente um certificado falso, mencionado (não é o certificado "padrão" reproduzido) pela reportagem pertencentes a 3 diferentes titulares:
a) professor de diplomática (tem uma cópia não-original)
b) Secretaria de Educação do GDF (tem uma cópia original)
c) Aluno formado (tem o original)
Lembrem-se de que é preciso indicar o contexto arquivístico, a série documental, o nome da espécie e o nome da função arquivistica (que será distinta para cada um dos titulares).

05 maio 2010

Flávia Helena Oliveira disponibiliza dissertação

Flávia Oliveira, arquivista e mestre em Ciência em Informação pela UnB, disponibilizou para este blog sua dissertação de mestrado sobre a formação do arquivista na UnB, cuja divulgação equivocada de conteúdos pela SECOM abalou seriamente a imagem do curso de Arquivologia. A autora também aceitou a oferta do blog e deverá, tão logo finalize um artigo, publicar aqui um texto que discuta mais profundamente a situação.

Baixe aqui o trabalho da Flávia e tire suas próprias conclusões sobre a pertinência da críticas da SECOM. Não esqueça de usar o campo comentário para anotar suas opiniões. 

Sugestão de atividade: publique em seu blog uma resenha do trabalho da Flávia. A melhor delas será disponibilizada, na íntegra, nesse blog e encaminhada para o processo de avaliação e análise, com vistas a possível publicação pela Revista Ibero-americana de Ciência da Informação (acesse aqui a página da RICI). Apenas encaminharei o material. A decisão final e a análise cabe ao corpo editorial da RICI.

Ainda não recebi cobranças, mas antes disso me comprometo a dar os resultados pendentes dos desafios anteriores.

EM TEMPO:
O blog Ciência Brasil engrossou às criticas ao ocorrido com a imagem do curso de Arquivologia (acesse aqui post sobre isso)

26 abril 2010

Sobre autenticidade e veracidade

Autenticidade e veracidade são características documentais complementares, que tendem a serem confundidas pelo senso comum. A autenticidade diz respeito à geração de um documento e às qualidades que o legitimam para que ele possa exercer a plenitude de sua função administrativa, inclusive em termos legais. Por exemplo, as decisões de uma reunião somente terão valor efetivo se forem anotadas em uma ata e se a referida ata estiver revestida de autenticidade, ou seja, se realmente for resultante daquela reunião e se realmente tiver sido aprovada pelos participantes da reunião, devidamente registrada e contar com o tipo adequado de informações dispostas de modo tradicional (para atas). Eventualmente, a mesma reunião pode ter tomado decisões que não se efetivaram ou ter incorrido em erro na análise de algum assunto. Os aspectos referentes ao conteúdo do documento dizem respeito à veracidade e não podem ser confundidos com a autenticidade. Por mais que uma ata não espelhe exatamente o ocorrido na reunião (por exemplo, a informação sobre um participante que erroneamente foi dado como ausente), se ela seguiu todos os trâmites normais para a sua aprovação ela será sempre autêntica, mesmo que parte de sua informação não seja verídica.
A Reitoria da UnB, em recente nota, informou que procederá ao pagamento integral das URPs atrasadas dos docentes daquela instituição. A nota é autêntica, pois está divulgada no portal da UnB com a rubrica de “nota oficial da Reitoria” (clique aqui para confirmar).
No entanto, a autenticidade não é garantia de veracidade. Isso quer dizer que, a despeito de ser uma nota pública, emanada da autoridade máxima da Universidade, nem todos os docentes irão receber o pagamento integral da URP, conforme pode ser verificado em um contracheque (também autêntico, emitido pelo site do SIAPE) de um docente daquela instituição, no qual os vencimentos referentes às URPs, atuais e atrasadas, não estão contemplados:
Dos males o menor; pelo menos o não lançamento da URP no contracheque acima se converteu em exemplo didático para fixação dos conceitos de autenticidade e veracidade:
  • a nota oficial da Reitoria é AUTÊNTICA, porém, infelizmente para aquele docente, INVERÍDICA;
  • o contracheque é AUTÊNTICO e VERÍDICO, infelizmente para o mesmo docente (que não vai receber URP nenhuma).


Proposta de atividade cidadã
Analise discursos sobre a importância da educação pública de nível superior no Brasil considerando o contracheque reproduzido acima, no qual o salário de um doutor em regime de dedicação exclusiva é de R$ 2.388,27, (todo o resto, como é gratificação, pode, a qualquer momento, vir a ser contestado, assim como a URP) e:
  1. discuta autenticidade e veracidade dos discursos;
  2. comente as perspectivas futuras da universidade pública brasileira.

Ex-aluno de diplomática propõe atividade de reflexão de filme

Rafael de Almeida, está se tornando em um grande colaborador deste blog. Seguindo à sugestão do filme argentino da semana passada hoje ele faz uma análise do mesmo e propõe um novo desafio. Saiba mais sobre o filme lendo nota em revista virtual de cinema, clicando aqui.



Segue, na íntegra, a colaboração do Rafael, a quem agradeço:

Olá Pessoal,

Bem, pra quem assistiu ao filme percebeu que na Argentina os estagiários também são tratados a esporros, não!? Pois bem... Após o Juiz dar o caso como resolvido e pedir arquivamento do processo, este passa a fase intermediária e fica cerca de um ano semi-ativo, “fora” das atividades administrativas do órgão. Porém, voltemos um pouco às duas seguintes situações:

  1. No ano de 1975 Liliana Colloto é encontrada morta em sua casa; o caso é aberto e o laudo é claro:  homicído qualificado por estupro. Pouco tempo depois dois inocentes são detidos e acusados como responsáveis pelo crime. O que chama a atenção é que um dos oficiais de justiça sabia que havia prendido inocentes e só o fez por promoção pessoal, ou até mesmo por ter noção de sua incapacidade (preguiça) de solucionar o crime; Posteriormente o caso é encerrado e o processo arquivado. Enfurecido com a negligência do colega de trabalho, Benjamín Espósito (Primeiro Oficial de Justiça) permanece com o caso na cabeça e decide agir por conta própria à procura do verdadeiro assassino. O suspeito é Isodoro Gómez, amigo de infância de Liliana, visto em muitas fotos nos álbuns da vítima. Nas fotos em questão, Gómez admira Liliana com um ar de "adoração". Após coletar os dados de Gómez, Benjamín decide negligenciar as ordens de seu Juiz, que o impediu de reabrir o caso e começar novas investigações, invadindo a casa de uma senhora com quem o suspeito trocava correspondências, no intuito de ler tais cartas. Devido as trapalhadas de seu companheiro, Beijamin foge com as cartas e no dia seguinte toda a trama do “fazer justiça com as próprias mãos” vai por água baixo por ocasião de o Juiz descobrir o plano.
  2. Um ano se passa, e tomado por um sentimento de nostalgia, Benjamin decide se dar uma nova chance e solucionar o mistério, contando com a ajuda de sua chefe e Secretária do Juizado, Irene. Ao tomar conhecimento dos planos de Benjamin, Irene responde:
    "Estão me propondo adulterar um documento público oficial que tem minha assinatura e a do Juiz? Falsificar decisões, como também as datas para fazer parecer que a causa está em andamento?"
    E tal procedimento é realizado.
    Desafio 1
    Na primeira situação o processo é encerrado e arquivado mesmo sabendo que o oficial de justiça corrupto coletou informações erradas as registrou na tentativa de mascarar toda a situação para ser promovido. Levando, inclusive, 2 inocentes à prisão por certo tempo. Neste caso, o documento tanto na sua fase corrente quanto na intermediária é autêntico e verídico? Justifique.
      
    Desafio 2
    Para que o processo fosse desarquivado e voltasse a fase corrente foi necessária a adulteração de informações do todo o processo, inclusive assinaturas, decisões e datas. Neste caso, o “fazer justiça com as próprias mãos” volta a vigorar mesmo que de maneira criminosa. Ora, mesmo agindo de tal forma o assassino verdadeiro foi preso e condenado pois desta vez a coleta de informações foi feita de maneira correta. Consequentemente, informações verdadeiras foram registradas em um processo que para ser aberto novamente teve de ser adulterado, caso contrário o criminoso não seria detido. Neste caso o documento é autêntico e verídico? Justifique.


    Desafio 3


    No post da “A Ilha do Medo” foi levantada a discussão sobre a relevância do contexto em que o documento que se encontra. Reexplorando este tema dentro do filme “O segredo de seus olhos”, as fotografias vistas pelo Primeiro Oficial Benjamin foram o pontapé para dar início profundo às investigações. Antes de Liliana Colloto ser assassinada, nos anos anteriores a 1975, as fotografias assumiam um contexto distinto do pós 1975. Compare estes 2 contextos e faça análise tipológica destes documentos no pré e no pós 1975.

    Desafio 4
    Quando Benjamin tomou posse das cartas que o criminoso trocava com a velha senhora, o oficial transcreveu os detalhes mais importantes escritos com a idéia de descobrir os últimos lugares por onde Gómez havia passado, conhecendo suas paixões e gostos, sendo que apenas uma das cartas era recente. A descrição foi a seguinte:
     “12 cartas, 31 folhas em papel fino, menciona 5 empregos, 2 como operário, um como vendedor de verduras e dois sem detalhes. Três localidades fora de Buenos Aires: Monte Grande, San Justo e Avallaneda. 6 nomes próprios: Anido, Mesías, Oleniak, Manfredini, Babastro e Sánchez. Somente uma referência a uma mulher. Uma tal Rosa, provavelmente uma tia.”
    De que forma uma análise tipológica documental contribuiria para desvendar ou descobrir maiores informações sobre os produtores dos documentos?

    18 abril 2010

    Olha o desafio!

    Fiquem ligados!

    A qualquer momento, ao abrir esse endereço, você pode se deparar com um dedão desse apontando para o seu blog. Inicia-se aqui o quadro dos desafios orientados. Coisa boa, hein? É como o Bial que chega na sua casa e diz "prontos pra prova?". Só que aqui não vale um milhão e meio. Vale muito mais. Está em jogo o seu conhecimento e discernimento, além de um sinalzinho de participação no diário do professor. Mas caso não queira os prêmios, a gente colhe as espigas e entrega o prêmio na sua casa.


    Não vai perder essa oportunidade, vai? Ou vai ficar esperando o caminhão do Gugu chegar com as espigas na sua rua? Então se liga. Esteja sempre com o endereço em mãos e aguarde porque a sua hora vai chegar. Ah, e aproveita pra dar um sorriso pra foto porque seu blog está sendo filmado. clic


    09 abril 2010

    Arquivo da Comissão de Formatura












    Olá pessoas,

    No último dia 30 o CID formou mais uma turma de Arquivistas, Arquivistas com A maiúsculo. Aproveitando o momento e o entusiasmo, deixo aqui uma sugestão de atividade para vocês, futuros Arquivistas.

    Em uma cerimônia de colação de grau temos, entre outras coisas, o juramento, o discurso do Paraninfo e o discurso do Orador da turma. Cada um desses momentos geram documentos, e cada documento possui valores e contextos diferentes.

    A ideia é a seguinte:

    Vocês deverão fazer uma análise diplomática de cada documento aqui proposto, e uma análise tipológica em três diferentes contextos, arquivo do CAARQ, arquivo do professor André e no arquivo de um formando.