26 agosto 2010

Será que o doutoramento é uma capacitação profissional desejável para os arquivistas?

Imagem copiada de Art & Culture Maven

Muito tem sido discutido no Brasil sobre a formação profissional dos arquivistas. A clássica querela sobre a obrigatoriedade ou não do diploma começa a ser superada por um questionamento mais tangente. Alguns daqueles que defendem a "reserva de mercado" para os diplomados o fazem de boa fé, acreditando que somente uma graduação específica, com carga horária e disciplinas pertinentes, é capaz de formar um profissional plenamente adequado aos arquivos. A pergunta atual é se tal profissional seria tão intensamente capacitado que dispensaria qualquer outro tipo de formação posterior, uma vez que um aprimoramento da formação poderia representar falta de compatibilidade com a função de arquivista.

A pergunta, longe de ser um exercício de ingênua retórica, é parte do processo kafkiano ao qual o arquivista Elizer Pires da Silva (ver Lattes aqui) vem sendo submetido, para tentar, sem sucesso, conseguir autorização para cursar doutorado na UNIRIO, como ele bem relatou em e-mail a este blog:


A atividade sugerida para todos aqueles que se preocupam com a formação dos profissionais de arquivo no Brasil, sendo ou não alunos da UnB é analisar criticamente o e-mail acima. Os que desejarem podem ainda analisar diplomaticamente uma das páginas do mencionado processo kafikiano na qual o arquivista expõe os os motivos que justificam a sua compatibilidade com o curso de doutoramento:


As respostas podem ser postadas diretamente nos comentários deste blog. As melhores concorrerão a um kit-flintstone de arquivos pessoais, composto por machadinha e pranchas de pedra: a última novidade tecnologia da informação, ideal para quem acha que pós-graduação é coisa do passado.

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Postado por André Lopez

50 comentários:

  1. É um absurdo isso ai... continuemos no pragmatismo....

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    1. Concordo plenamente com você, e apoio totalmente o colega Elizer. Imagine eu que estou terminando o bacharelado em arquivologia, o que pensar ao ver tal notícia.

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    2. Dependendo da instituição que você trabalha não há motivo para se preocupar...

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  2. Ditadura no serviço público choca-se diretamente com a nossa necessidade de produção científica e desenvolvimento tecnológico.
    Tal situação contaria de maneira direta a busca de um país que já foi subdesenvolvido, hoje é colocado como em desenvolvimento.
    Posições neandertalistas como esta,nos levam a pensar que ainda existem pessoas que querem um País não competitivo, Um País que continue sendo visto no exterior como alvo de chacota por nossas dificuldade e nunca visto por nossas qualidades, por nosso trabalho e por nossas soluções.
    Ainda acredito na humildade das pessoas que cometeram esse ato, e que estas ainda serão elogiadas por terem se retratado e dado o desfecho necessário a esta situação.

    Rogério Nasartes-Arquivista

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  3. É uma hipocrisia sem tamanho.
    Como uma instituição como o Arquivo Nacional que deveria priorizar a capacitação de seus profissionais comporta-se desta forma?
    Além de hipocrisia como citei acima, creio que seja medo. Arquivistas bem capacitados tiram as chefias de profissionais de áreas afins que trabalham com documentação histórica.

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  4. Um profissional dedicado aos estudos da Arquivologia como o Prof. Eliser ser impedido de fazer seu doutorado? Realmente é um absurdo!
    Concordo com a colega Kíssila, essa posição do AN só denota medo, medo de que arquivistas dedicados e capacitados tirem os cargos de chefias de profissionais que muitas vezes não possuem formação específica em Arquivologia.

    Registro aqui minha idignação!

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  5. Não dá pra entender o porquê dessa privação.

    O Prof Elieser está seguindo uma carreira linda e contribuindo para a produção científica.

    O Arquivo Nacional não tem esse direito!

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  6. É um retrocesso. Uma área que tem a "pretensão" de assumir um grau maior de cientificidade, numa tentativa de sair do pragmatismo excessivo, e acaba reforçando uma postura "anticientífica". Sinceramente, difícil entender.

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  7. Eu não conheço o regulamento no qual o Arquivo Nacional se insere, mas de acordo com leis de servidores públicos, existem regras que concedem ao servidor de se afastar do cargo para concluir estudos de pós-graduação mediante determinado tempo de vinculo. Além dessa questão, que considero de direito, existem duas questões que classifico como morais: Primeiro, o fato de alegar que uma área é ou não compatível à pesquisa, independente da ligação do servidor público com a instituição, é errado; e segundo, o mais perturbador, o Arquivo Nacional, uma instituição que se considera o cerne das discussões sobre a Arquivologia, declarar que uma pesquisa na área seja incompatível ao servidor de sua unidade, sendo ele arquivista que não é só graduado na área como também é um contribuidor de conhecimento da mesma.

    Esse tipo de atitude só nós faz pensar: o que podemos esperar da Arquivologia como profissão com campo de pesquisa? Como podemos combater atitude do tipo “Arquivo o que?” ou “Para que fazer Arquivologia ?” se a instituição que deveria nos auxiliar freia os passos daqueles que querem muito mais do que apenas classificar documentos em ordem alfabética, cronológica? Sem contar tantos outros absurdos que como arquivista tenho visto em diferentes organizações.

    Para mim, que estou no inicio de minha caminhada acadêmica (faço mestrado), com grandes sonhos de algum dia fazer parte do grupo de ilustres arquivistas pensantes, como o colega Eliezer Pires, recebo essa noticia de forma assustadora e me pergunto: Será que todos os esforços de 4 anos de faculdade e os próximos 2 anos de mestrado serão considerados?

    Att,
    Eliane Gonçalves
    arquivista
    Mestranda

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  8. Como o Arquivo Nacional espera que o campo da Arquivística produza e difunda seu conhecimento sem trabalho de pesquisa?
    Aliás, era de se esperar que o AN estimulasse seus arquivistas a obter mais qualificação e capacidade de pesquisa.
    A negação por alegação de incompatibilidade parece indicar uma concepção da Arquivística como um conjunto de tarefas técnicas justapostas. O conhecimento em qualquer campo não pode se dar sem uma dobra reflexiva que o campo faz sobre si mesmo, tarefa de pesquisa a que se propõe o professor Eliezer. É preciso ser míope ou ter interesses estranhos à Arquivística para não ver a importância de tal trabalho para alicerçar o avanço desta área de conhecimentos.
    Geni Chaves Fernandes

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  9. Não existe relação algum direta entre doutoramento e uma melhor capacitação profissional.

    Profissionalização, tem uma relação direta com atender de forma adequada a demandas de mercado e a solução de problemas práticos alinhados com o objetivo da atuação.

    Estabelecer uma relação entre pesquisa acadêmica/científica com profissionalização, significa, transforma a ciência (que a sua base é a de compreender a realidade através de pesquisa rigorosa e critérios de criticidade da comunidade) e uma oportunidade de carreira para profissionais alocados no setor público que enxergam a pós-graduação como uma questão de cargos e salários.

    A ausência de um profissional para a realização de uma pesquisa científica é justificada caso este siga a carreira acadêmica.

    A boa relação entre profissionalismo e ciência, acontece quando os critérios para a a profissionalização (ou o que determina um bom profissional) são distintos dos critérios acadêmicos científicos.

    Porque estamos repletos e cercados de doutores, excelentes teóricos e péssimos profissionais (ou seja, aqueles capazes de converter teoria em resultado e transformação social).

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  11. Anônimo disse...
    Não existe relação algum direta entre doutoramento e uma melhor capacitação profissional...
    Depois disso só isso:

    http://www.youtube.com/watch?v=JozM9DEJ7vM&feature=related

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  12. Postando pela minha indignação e para que não pensem que o comentario um pouco acima fosse meu!

    A dedicação e a boa vontade do prof Elieser são comoventes..

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  13. Isso é o resultado de ter um monte de historiador amador na frente da principal instuição arquivística nacional.

    Eles não querem alguem que possam tomar o cargo deles.

    E com esse doutorado do nosso amigo Eliezer ele vai ser tornar o funcionario mais competente para assumir a direção do Arquivo Nacional.

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  14. QUE ABSURDO ! Sou funcionário da Universidade Federal Fluminense, tenho dezesseis anos de serviço público. Durante minha trajetória profissional na UFF fiz minha graduação em Arquivologia, e hoje estou finalizando o Curso de MBA – Gestão pela Qualidade Total. Causa estranheza uma instituição federal como o Arquivo Nacional cercear um direito legítimo de afastamento temporário de suas funções do Eliezer Pires da Silva. O Arquivo Nacional está incrédulo porque tem um profissional com Excelência com formação em arquivologia: Michel Foucault dá conta desse Reacionarismo ?

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  15. NOTA DE ESCLARECIMENTO:

    Um dos objetivos deste blog é fomentar o debate sobre temas afetos à diplomática e à tipologia e, por extensão aos arquivos de modo geral. Infelizmente alguns internautas escondem-se atrás do anonimato para, covardemente, fazer postagens desreipeitosas e injuriosas. Que algumas pessoas se valham do anonimato por temerem represálias profissionais é bastante compreensível, desde que mantenham o nível do debate. Nos comentários existem notas a favor e contra uma dada situação, dentro da boa prática democrática. Infelizmente uma postagem mais exaltada foi excluída e assim continuará a ser feito sempre que a discussão ultrapassar os limites da cordialidade e do bom senso.

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  16. "Condizer com as atuais atividades" e "funções/atribuições de Arquivista" são coisas completamente diferentes. A questão é se ele REALMENTE utiliza o conhecimento adquirido em prol do Arquivo Nacional, ou se a instituição serve apenas como fonte de renda e/ou trampolim para atividades que ele realiza fora dali. Quem está lá dentro, bem sabe, que nem tudo é como parece. Infelizmente. O contexto é tão importante quanto o fato.

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  17. E complementando o comentário pouco acima sobre "historiadores amadores", ao que parece, a carreira que ainda não possui "estrada" é a Arquivologia, que pouco mostrou até hoje.

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  18. Dear Mr. Anonymous,

    Adorei seus comentários e é uma verdadeira honra tê-lo como comentarista deste blog. Um personagem do seu "calibre" não poderia receber um mero coment como resposta ao brilhantismo de suas palavras. Espero que a próxima postagem, programada para o dia 03/9, continue a contribuir para "pavimentar" o debate.

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  19. Mas que pergunta:

    Há uma pesquisa em andamento na UnB sobre a formação do arquivista; ela demonstra que o curso está defasado 26 anos.

    Você ainda pergunta se o doutorado é necesárrio? É o mesmo que pergunta se presidiário quer sexo com uma mulher bem gostosa.

    Luis Pereira.

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  20. A CONTRIBUIÇÃO EPISTEMOLÓGICA CANADENSE PARA A
    CONSTRUÇÃO DA ARQUIVÍSTICA CONTEMPORÂNEA

    Dissertação defendida por Natália B. Tognoli no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Faculdade de Filosofia e Ciências, da Universidade Estadual Paulista - UNESP - Campus de Marília.

    Arquivística de verdade é praticada e pensada no Canadá. É fascinante a contribuição daquele país para a área. Ao contrário do Brasil e a retroagibilidade (para não dizer inutilidade) do Arquivo Nacional.


    A propósito, dos países mais tradiconais da Arquivística, somente o Brasil não tem contribuição teórica.

    O Canadá contribui com a Arquivística Integrada; a Arquivística Funcional e a Diplomática Arquivística. Portugal contribui com o seu arquivo como sistema (semi)fechado. A Itália tem sua teoria do arquivo com 4º idades.

    Os EUA foram os primogênitos da Gestão dos Documentos (mesmo sendo de iniciativa dos administradores, pois os arquivistas daquele país também foram incompetentes). A Austrália, de Peter Scott, defende a série como entidade lógica em detrimento do fundo de arquivo.

    Nem preciso mencionar Inglaterra, França e Espanha. Mas e o Brasil? Qual a corrente teórica do Brasil? Nada.

    O País é dominado por um bando de arquivistas-historiadores (que só pensam em documento permanente) e por arquivistas-tecnicistas (arrumadores de documentos). Quem pensa diferente é criticado ou ignorado.

    Mas em suma, quem tiver interesse em receber a dissertação (se já não a tiver), entre em contato: lpsantos2003@yahoo.com.br

    Hermeneuticamente,

    Luis Pereira dos Santos
    Arquivista/SRH/UnB

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  21. Brasil né? Se ele pedisse licença pra jogar uma partida de futebol com o diretor do AN quem sabe ele não conseguiria....

    Agora, Estudar? Trazer conhecimento pra dentro da instituição? Que bom servidor público "aqueles acomodados nas suas poltronas de gelo" se manifestaria a favor? Quanto mais os em cargo de confiança?? É ter mais alguem, de ofício, pra enxergar erros e fazer críticas e buscar melhorias... Pra que isso né?

    Se um profissional de arquivologia buscando conhecimento dentro e em prol do Arquivo Nacional é prejudicial.. paciência. Mas sinceramente e infelizmente, eu me assustaria com o contrário.

    Eu que ainda nem concluí minha graduação fico muito preocupado com essa situação. Mas até que tudo se resolva, vamos continuar parados rindo das situações constrangedoras dos arquivos alheios (que são nossos), nos estágios da vida... Ou não? Será que eu posso fazer outra coisa? #MEDO

    Porque enquanto a gente tá aqui no Historiador X Arquivista X Administrador, na prática, Dom Pedro I ainda tá gritando nas margens do Rio Ipiranga, A iniciativa privada do Brasil tá uma maravilha, e nem vamos comentar sobre o nosso lindo plano de classificação do conarq (eu gosto de falar disso porque é tão óbvio e tão... ninguem faz nada)....

    Desculpem-me se meu raciocínio parece "religioso", considerem que sou uma criança na frente de muitos que falaram aqui.

    Pedro Davi S. Carvalho
    6º Semestre de Arquivologia - UnB.

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  25. Então a reclamação é porque reclamamOS sem identificação?

    Então segue:
    NOME: Luis Pereira dos Santos
    LOCAL DE TRABALHO: Universidade de Brasília/SRH
    CORREIO ELETRÔNICO: lpsantos2003@yahoo.com.br
    TELEFON: (61) 3307-1478 - ou podem ir pessoalmente.

    Agora a reclamação:

    A INÉRCIA DO ARQUIVO NACIONAL


    Nota, na página eletrônica do Arquivo Nacional intitulada: "História do país ameaçada", faz referência à reforma do Código Civil e a ameaça a memória nacional (acesso em 19.08.2010).

    O curioso é que a história do Brasil sempre esteve ameaçada e destruída durante os 172 anos do Arquivo Nacional (AN). Nesse período, o AN foi incapaz de conseguir recursos para a construção do arquivo que fosse capaz de recolher toda a documentação proveniente dos órgãos e entidades públicas federais. Foi incapaz de definir e implementar políticas públicas arquivísticas – competência que cabe ao Conselho Nacional de Arquivo (CONARQ) e ao AN (implementar). Autores do porte de José Maria Jardim, Luis Carlos Lopes e outros demonstraram várias vezes o caos dos arquivos correntes.

    O AN foi omisso quanto aos arquivos correntes; pois se preocupa quase que exclusivamente com documentos históricos; deixa de lado a gestão de documentos e informações dos arquivos de primeira idade. Com esta mentalidade arcaica, os arquivistas vão continuar no "limbo do esquecimento", na visão do grande público, e não vão passar de "uma voz no vácuo".

    Por que não se preocupam também com os arquivos que sucumbem (matéria pútrica em estágio avançado de decomposição) nas MDAs dos depósitos das várias entidades públicas? Por que não efetivam ações na tentativa de evitar que os cupins, traças, baratas destruam documentos correntes, intermediários e permanentes?

    O NA é vinculado diretamente à Casa Civil da Presidência da República; esta fica próxima ao Chefe do Executivo. Mesmo neste organograma, a ação mais proeminente foi a criação do Sistema de Gestão de Documentos de Arquivos (SIGA), cujos resultados obtidos até agora foram pífios em 172 anos de história.
    O serviço de informática da Secretaria de Recursos Humanos (SRH) a UnB detectou que aquela Unidade gasta 100 (cem) resmas de papéis por mês, num custo aproximado – para mais ou para menos - de R$ 2,00 por folha impressa. Muito do que é gasto pela SRH é resultado da produção de documentos e cópias inúteis; facilmente perceptível numa análise mesmo que amadorística.

    Ficam as dúvidas: “quanto deve gastar por mês toda a UnB”? Quanto deve gastar todos os órgãos e entidades federais? Quanto deve gastar toda a Administração Pública?
    Seguramente, números astronômicos. Tudo por falta de uma política arquivística e, sobretudo, pela excessiva preocupação historicista dos arquivistas-historiadores; dos arquivistas-tecnicistas e da visão retrógada que predomina na Arquivística nacional. A conscientização dos servidores lotados nos arquivos setoriais, sobre a importância de se racionalizar rotinas burocráticas, ajudará a atingir a eficiência na produção e economizar tempo no desenvolvimento de processos de trabalho.
    Ajudar a solucionar os problemas dos arquivos correntes, colocaria em evidência os arquivos e os arquivistas; tal qual ocorrido nos Estados Unidos e Canadá. O prêmio pela racionalização das administrações públicas estadunidenses e canadenses veio em forma de vários depósitos de arquivos intermediários por todo o território dos dois países (ver Souza 2007). Demonstrar para os administradores que tratar os documentos traz mais benefícios do que malefícios. Não se percebe, na página eletrônica do AN, nenhuma nesse sentido.
    Sem arquivo corrente racional e organizado não há documento histórico. Parece que o AN não sabe disso. Esta visão exacerbadamente historicista é o “nó górdio” da Arquivística nacional e uma praga que atrasa a evolução da disciplina; posição que faz do AN um mero, nas palavras de Maria Odila Fonseca, “arquivo nominal”.


    Hermeneuticamente.


    Luis Pereira dos Santos
    Arquivista/UnB

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  28. Anônimo.

    Você está equivocado em suas colocações. Não tem sustentação lógica a afirmação de que “Não existe relação algum direta entre doutoramento e uma melhor capacitação profissional. “
    E onde entra a defesa de autores de renome da área para aliar a teoria a prática arquivística? Como pode existir esse elo sem o aumento da teoria?
    Desenvolver uma tese de doutorado é – entre outros fatores - uma pesquisa teórica. Mesmo que a relação não seja direta; que seja indireta. Não se pode negar conhecimento ao cidadão. A educação é um direito fundamental expresso na Constituição.

    De acordo com Gisela Demo, na gestão de pessoas é importante a qualquer empregado adquirir conhecimento. A empresa ganha mesmo que de forma indireta. No serviço público não é diferente. Se o Arquivo nacional não se beneficiar de forma direta; será de maneira indireta mediante pesquisas do profissional que trabalha para o desenvolvimento da área. Logo, uma haverá uma maior notabilidade da profissão; logo, um maior reconhecimento; logo, maiores recursos direcionados ao próprio AN pelos poderes públicos para aperfeiçoar mais profissionais e assim por diante.

    Da forma que colocou, está desprezando o conhecimento. Desta forma, nem de graduação se necessita. Quando dizes “Porque estamos repletos e cercados de doutores, excelentes teóricos e péssimos profissionais (ou seja, aqueles capazes de converter teoria em resultado e transformação social). “, o inverso também ocorre. Não transforme exceção em regra.

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  29. Alguns dos itens mencionados pelo Luis Pensador já foram tratados por este blog:

    >>> Sobre a polêmica da dissertação que discute a suposta defasagem do curso de arquivologia da UnB ver postagens de 30/abr, 05/mai (a), 05/mai (b) e 07/mai.

    >>> O texto de Natália Tognolli e José Augusto Guimarães sobre a contribuição de Luciana Duranti (italiana que se inscreve na bibliografia arquivística canadense) à diplomática é leitura obrigatória do meu curso (ver post aqui) e provocou interessante reflexão entre os alunos (ver post aqui). A mencionada dissertação pode ser baixada diretamente aqui.

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  31. André:

    Boa suas colocações, mas há algo que me chamou a atenção acima de qualquer outra citação: a defasagem do curso da UnB e de todas as demais universidades que oferecem graduação em Arquivologia - conforme comprovado em colóquio recente.

    Mas se é notória a defasagem, por que não há uma reforma curricular? Qual a dificuldade? Seria falta de alguém para elaborar a ementa? Preguiça? Interesse político? Excesso de burocracia? Má vontade? Falta de profissionais qualificados para lecionar? Que falta?
    Se é falta de pessoal para elaborar a ementa, eu faço de graça; não cobrarei nada. Na minha reforma entrariam as seguintes disciplinas (além daquelas já oferecidas):
    01 - AS FUNÇÕES ARQUIVIÍSTICAS I
    Neste módulo, ministrar-se-ia as funções arquivísticas básicas (Classificação, Avaliação e Descrição)
    02 - AS FUNÇÕES ARQUIVIÍSTICAS II
    Ministrar-se-ia as demais funções arquivísticas.
    03 - GESTÃO DE DOCUMENTOS ELETRÔNICOS
    A temática seria ensinar os graduando trabalharem com este gênero documental.

    04 – DIAGNÓSTICO I.
    Os alunos aprenderiam como fazer pesquisas de campo
    05 – DIAGNÓSTICO II.
    Neste módulo, os alunos aprenderiam a fazer pareceres, planos de classificação e tabelas de temporalidades, entre outros. Quem sai da graduação não sabe nada disso. Conforme demonstra a citada dissertação.

    05 - TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO.
    Até não entendo porque a UnB não cobra TCC.

    Pronto. Estã aí a reforma. Nem precisei pensar muito (se fizer isso, cito mais umas 10). É tão simples. Bibliografia não falta – seja em português, seja em outro idioma.

    Então qual é a dificuldade? Alguém do Blog pode me responder?

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  32. Luis, penso que deveria sair do mundo da ideias e partir para ação. Não adianta tanto falar se não é capaz de contribuir em nada para a instituição em que você trabalha!

    Ass.:

    Anônimo (mas não o anterior)

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  33. O que falta? falta vc mesmo parar de fazer perguntas e partir pra ação.

    Assinado:
    Arquivista hermeneuta!

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  37. Anônimo.

    E já estou fazendo isso; ou pelo menos tentando. Só que se você conhece a realidade administrativa dos órgãos públicos sabe que destinar verbas para arquivo é a última opção.

    Venha até a UnB e comprove as idéias que encaminhei à administração superior. Só que um arquivista sozinho puco pode fazer. Os superiores ouvem, leem, elogiam; mas não passa disso.

    Minha parete, eu já fiz: consicientizá-los.

    Hermeneuticamente,

    Luis Pereira dos Santos
    Arquivista/SRH/UnB

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  38. Gostaria de expressar minha temeridade com os rumos personalistas que o debate vem tomando. A questão de fundo proposta pela postagem é a necessidade (ou não) de aprimoramento científico (por meio de pós-graduação) para os profissionais de arquivo (graduados em arquivologia ou não). A discussão sobre quem faz mais ou menos pela instituição é algo relacionado à personalidade, dedicação e responsabiliade de cada um e não ao tipo de formação ou cargo ocupado. Não vale à pena entrar em provocações deste tipo, ainda mais quando feitas por pessoas que optam por manter o anonimato.

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  39. O AN não poderia dar outra resposta que não fosse a de negar o doutoramento de seu servidor. O que esperar de uma instituição dirigida por uma pessoa escolhida pelos homens da ditadura? Vide matéria veiculada na Carta Capital (http://nibrahc.blogspot.com/). O arcaísmo da arquivologia no Brasil reside nas mentes retrógradas e envelhecidas daqueles que deveriam exercer o papel de fomentadores do enriquecimento científico da profissão e que, pelo contrário, atuam como inibidores ditatoriais.

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  40. Os representantes do Arquivo Nacional são uns incompetentes.

    Luis

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  41. Eu sou a favor do afastamento do Eliezer para o seu doutorado. Ele estuda o que tem a ver com o Arquivo Nacional e é um direito estabelecido na lei.

    Caro anônimo, cuidado com essa inveja.

    Renato

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  42. Elieser,
    Já que você colocou esses dois documentos, poste também a resposta do comitê, assim podemos conhecer os motivos da negativa.

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  43. É por essas e outras iniciativas do Arquivo Nacional que não sabemos o que é ter um efetivo Sistema Nacional de Arquivos, desde que foi concebido um esboço desde 1962.

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  44. É por essas e outras questões que cabe perguntar:

    a) Será que o sistema concebido há quase meio século é ainda válido?

    b) Será que a legislação profissional concebida há quase 35 anos é ainda válida?

    c) Será que o plano de classificação de quase 10 anos (feita em um mundo quase não-digitalizado) ainda é válido?

    Se vc respondeu sim para todas essas questões é um forte candidato ao kit-flinstsone de arquivos.

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  45. Posso lançar mais uma pergunta, ainda mais complicada? Vou lançar:

    d) Será que o plano de classificação, concebido apenas sob a ótica temática, sem respeitar as funções ou a estrutura organizacional vigente de uma instituição, continua válido?

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  46. Professor André,

    Sou arquivista e aproveito para parabenizar seu blog, principalmente ao lançar desafios que os profissionais da área costuma se esquivar.
    Aproveito também esta oportunidade e gostaria de divulgar meu blog, também a respeito da Arquivologia: http://pensamentoarquivistico.blogspot.com

    Cordialmente,

    Roselene

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  47. Roselene,

    Veja nota sobre seu blog e sobre sua ótima questão neste post.

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