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24 setembro 2010

Separando o joio do trigo


Não é de hoje que a discussão entre o que é público e privado ganha intensidade na Arquivística. A discussão ganha mais corpo e fica mais clara ainda no contexto da documentação política. O acervo do presidente Lula reúne joias, cartas, remédios e itens inusitados (ACESSE AQUI). Fica o interesse em saber como é tratada a parte de arquivo. Que parâmetros de classificação são utilizados? Sob que critérios é realizada a avaliação das informações? Enfim, que imagem do presidente esse acervo quer transparecer para as futuras gerações?

Aos interessados, a legislação que rege os acervos documentais dos presidentes da república é representada pela lei 8.394 (1991) e pelo Decreto 4344 (2002). 

Postado por Rodrigo Fortes de Ávila

27 junho 2010

Interfaces entre diplomática e classificação.


Na última semana de maio, como desdobramento da discussão sobre a tipologia documental dos Archiveros de Madrid, esse blog lançou um post-motivação relativo á preponderância do documento (caracterizado diplomaticamente e por suas funções) na organização documental em contraposição à adoção de esquemas pré-definidos, pautados pelos conteúdos dos documentos. Em cinco dias houve mais de 30 comentários, que representaram um interessante debate sobre às práticas de classificação adotadas no Brasil, com um olhar crítico às determinações do Conarq. A discussão ainda trouxe à baila os procedimento adotados pelo Arquivo do Estado de São Paulo. Como estado da Federação e, portanto, vinculado à cabeça do Sistema Nacional de Arquivos (SINAR), o AESP não poderia, em tese, furtar-se à resolução 14 do Conarq, ou poderia? 

De qualquer modo, a discussão, a partir da classificação embasada nas espécies e tipos documentais promove um importante debate sobre as práticas adotadas no Brasil, normatizadas por um esquema temático de quase 10 anos de idade. Essa discussão é mais do que necessária para o avanço da área, porém nem sempre é aceita por parte daqueles que detém o poder de chancelar o que é e o que não é arquivisticamente válido no Brasil, independentemente do embasamento teórico e científico. Discussão sobre as posições formais do Arquivo Nacional que minam o tão necessário debate acadêmico foi realizada durante o XV Congresso Brasileiro de Arquivologia em Goiânia, em 2008.  Quem tem medo do debate?


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