De re-diplomatica: novos usos à antiga arte. no ar desde 25 maio 2009
08 novembro 2010
Ajuste de calendário
06 novembro 2010
O Futuro da Memória – Total Recall
Gordon Bell, renomado pesquisador da Microsoft, não só já imaginou como também comprou a idéia. Desde 1998, ele lidera o projeto My Life Bits (MLB), um esforço rumo à compreensão da viabilidade, do custo e também do valor de se armazenar tudo da vida de uma pessoa.
Acaba de chegar às livrarias (e eu recomendo principalmente aos arquivistas) o livro “O futuro da Memória – Total Recall” . Nele são divulgadas algumas conclusões preliminares do My Life Bits, e também lançadas algumas reflexões sobre os possíveis benefícios que a impossibilidade do esquecimento traria para nossa saúde, trabalho, aprendizagem, vida diária e (pasmem) pós vida.
A narrativa é de Gordon Bell e ele explica como se tornou a principal cobaia de sua pesquisa. Incomodado com o fato de o ser humano naturalmente esquecer, e também com a dificuldade de gestão dos registros em suporte tradicional, ele reclama:
“A memória biológica é subjetiva, fragmentada, distorcida por emoções, filtrada pelo ego, impressionista e mutável. A memória digital é objetiva, não passional e inclementemente precisa”.
A criação dessa memória digital (memória integral – total recall - e-Memory), explicando grosseiramente, implicaria em digitalizarmos todos os documentos que produzimos ou recebemos, andarmos 24 horas por dia com monitor cardíaco e uma filmadora digital ligada, gravarmos toda e qualquer conversa, e nunca produzirmos registros físicos. Bell está fazendo isso em seu cotidiano há alguns anos, ele se utiliza de cloud computing para acesso a sua e-Memory, e também conta com um software onde é possível, por exemplo, digitar um parâmetro “conversa que tive com minha esposa em 01.11.2010” e como resposta o sistema devolve o video+áudio da conversa, além da transcrição feita automaticamente.
No livro, Bell conta diversas histórias sobre o desenvolvimento do projeto, algumas são hilárias. Observa-se também a discussão de diversas questões relativas à Arquivologia, à Biblioteconomia e à Ciência da informação. O Memex (pensado por Vannevar Bush, em 1945) foi a grande fonte inspiradora para desenvolvimento do MLB. Estão lá também os problemas referentes à organização, recuperação e comunicação da informação, à classificação arquivística, aos arquivos pessoais e à obsolescência tecnológica.
Na minha opinião, a idéia de Memória Integral é tão bizarra quanto encantadora. O arquivista pode ser visto como um guardião da memória, mas não seria, também, o esquecimento, se não um direito, um elemento imprescindível para a formação da Identidade e para a saúde psicológica do indivíduo?
Postado por: Leonardo N. Moreira
18 maio 2010
Arquivo Distrital de Faro, Portugal, lançou novo boletim.
O Arquivo Distrital de Faro (acesse aqui a página do ADF), acabou de lançar novo número de seu boletim regional (acesse aqui todos os boletins). A publicação é simples, porém de alto conteúdo informativo e, mais importante, vem mantendo a frequência, com 4 edições anuais. É um ótimo exemplo (prático e barato) a ser implantado em qualquer instituição de arquivos.
18 outubro 2009
Giovanni Vittani

15 outubro 2009
Novo número da revista Tendências da Pesquisa Brasileira de Ciência da Informação
I PARTE
A informação nossa de cada dia na decisão organizacional/ Every day information in organizational decision
05 outubro 2009
Textos para as próximas aulas
Começaremos agora a estudar mais a fundo a questão da tipologia documental. Pela ordem, o material mínimo (isto é, vocês podem e devem ler mais coisas) de aula será:
1) Os textos dos Grupo de Archiveros de Madrid (9/10/2009);
2) Aplicar o modelo de Madrid nos documentos da MCEByte;
3) Partes de meu livro sobre tipologia documental (16/10/2009).
Esse material já está disponível em post anterior.
Boa leitura!
Saudações arquivísticas.
André
