12 outubro 2011

Bactéria é suporte de informação, mas, pode ser documento de arquivo?

Copiado de Correio Braziliense
Na semana passada uma descoberta abalou o mundo tradicional das mensagens secretas e da espionagem. Alterações fluorescentes em bactérias comuns do corpo humano podem ser codificadas para o envio de mensagens que, após algum tempo, simplesmente desaparecerão. Veja a reportagem completa aqui.

Além dos óbvios impactos no ambiente dos 007s a descoberta traz alguns interessantes problema para a diplomática e os arquivos como, por exemplo:
  • como garantir a autenticidade da mensagem enviada?
  • qual o suporte da informação?
  • seria possível realizar uma análise diplomática, como seria essa análise?
  • se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?
  • nesse último caso, como ficaria a análise tipológica?
Tais questões são, no momento, simples exercício de retórica, mas, em todo caso ficam como desafio para os leitores deste blog.

Para os alunos atuais de DTD, as questões ficam como atividade optativa individual, com 10 dias de prazo a contar da data de postagem, a serem analisada nos comments abaixo.

15 comentários:

  1. Não é uma problemática o uso de bactérias para transmissão de informações codificadas. Como a própria reportagem informa, os micro-organismos se autodestruíram pouco tempo após serem entregues.

    Pela reportagem, também fica visível que se trata de informações copiadas para um novo suporte - as bactérias. Fica implícito que estas informações viriam de outra origem e existiriam em outro suporte.

    As bactérias seriam,portanto, meras cópias das informações originais, pois se são tão importantes para serem tratadas com tanto sigilo não podem simplesmente ser descartas como se nunca tivessem existido. Os produtores precisam conservá-las em algum outro suporte.

    Isto posto, a autenticidade da mensagem enviada pode ser garantida por criptografia, mas não a autenticidade do documento, pois trata-se de cópia eventual de informações advindas de outros suportes. Já o suporte das informações transmitidas seriam as bactérias;

    A análise diplomática e o arquivamento não seriam possíveis, pois as informações são, aparentemente, copiadas de outros documentos e, portanto, não há possibilidade de virem a ser originais; haja vista serem informações autodestrutivas

    A análise tipológica é que seria mais complexa e necessita de mais elementos para se fazê-la. Por exemplo, qual o tipo de informação que as bactérias transmitem? Serão usadas com qual finalidade? As bactérias seriam espécies ou tipos de documentos?

    Se a espécie segue um formato rígido e é usada para a consecução de uma mesma atividade e o tipo é - segundo Bellotto - a espécie + função do documento, como descobrir isto se as informações são secretas e autodestrutivas?

    E se o volume for muito grande, as mensagens podem se autodestruírem antes que se faça uma classificação em espécie ou tipologia documental.

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  2. Boa noite!

    As minhas respostas sobre a atividade acima estão estruturadas abaixo.

    Como garantir a autenticidade da mensagem enviada?
    A autenticidade da mensagem seria comprovada com uma análise biológica do documento, por um especialista da área responsável por essa descoberta. Não é possível que a autenticidade do documento seja confirmada por qualquer pessoa, visto que é um processo biológico de fixação de genes artificiais em suporte.

    Qual o suporte da informação?
    O suporte da informação é uma superfície de nitrocelulose.

    Seria possível realizar uma análise diplomática, como seria essa análise?
    Não, pois o documento não apresenta informações estruturais em seu suporte, apenas o conteúdo da mensagem.

    Se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?
    O suporte do documento lembra uma folha de papel, que de acordo com a reportagem: “Pode ser enviada pelo correio, como uma correspondência comum. Quando a mensagem chega ao destinatário, basta que a pessoa pressione o material contra outra superfície. Assim, compostos químicos ativam os genes artificiais inseridos na E. coli, fazendo com que a mensagem, literalmente, salte aos olhos do leitor.” O documento seria tratado da mesma forma dos outros, sendo classificado de acordo com a função da sua produção.

    Como ficaria a análise tipológica?

    Denominação do documento – Cepas de E. Coli
    Definição – Genes registrados em superfícies de nitrocelulose
    Gênero – Textual
    Suporte – Nitrocelulose
    Formato – Folha
    Forma – Original
    Produtor – Darpa
    Destinatário – Não há como definir, pois cada mensagem será enviada a um destinatário de acordo com o conteúdo da mensagem.
    Legislação – Não possui
    Trâmite – Os genes são fixados em uma superfície de nitrocelulose pelo produtor do documento e enviado ao destinatário que é responsável por pressionar o material contra outra superfície para realizar a leitura da mensagem.
    Conteúdo – Caracteres alfanuméricos emitidos por sinas fluorescentes.
    Função – Enviar para os destinatários mensagens com teor secreto

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  3. Respondi as questões propostas para essa atividade a partir da informação das bactérias, visto que essas informações devem ser cópias de existentes em outros suportes.

    Como garantir a autenticidade da mensagem enviada?

    Seria muito complicado garantir a autenticidade dessas mensagens, mas existem formas para isso, que como qualquer outra poderiam ser burladas, como códigos de validação combinados entre o emissor e o receptor previamente, ou a forma de criptografia utilizada.

    Qual o suporte da informação?

    De maneira bem insegura diria que é material biológico.

    Seria possível realizar uma análise diplomática, como seria essa análise?

    Acredito que não seria possível fazer esse tipo de análise, pois assim como a fala não pode ser analisada diplomaticamente, bactérias alteradas também não possam, mesmo porque voltam ao normal em algum tempo.

    Se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?

    Para essa informação ser arquivada deve ser “migrada” de suporte, pois, como dito na reportagem, com o tempo a informação é perdida e essa é uma forma apenas de transmitir a informação de uma maneira “segura”. A configuração desse novo documento poderia ser qualquer um existente, de acordo com a mensagem, poderia ser uma mensagem que faria parte de um processo ou dossiê, ou simplesmente uma correspondência.

    Nesse último caso, como ficaria a análise tipológica?

    A análise seria de acordo com o tipo do documento que a mensagem seria transcrita.

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  4. Grande desafio a atividade proposta, faz pensar como o homem é criativo ao tentar transmitir suas mensagens de forma sigilosa. Vale ressaltar que os meio eletrônicos foram abandonados para o uso de micro-organismos, pois, a própria matéria afirma que hackers não seriam capazes de decodificá-la.
    Respondendo as perguntas:

    1) Como garantir a autenticidade da mensagem enviada?
    É muito complicado responder se tal mensagem carrega autenticidade. Como já afirmaram, um especialista na área de micro-biologia saberia decodificar a estrutura formada pelas moléculas e garantir a leitura da criptografia. No entanto, no transcurso entre o emissor e destinatário a mensagem poderia ser alterada, por alguém que conhecesse esse tipo de tecnologia.
    Quem garante que os recursos de segurança: "antibióticos que controlam o crescimento das bactérias, genes resistentes a certos tipos de drogas" são capazes de garantir a autenticidade do documento? Um cientista pode ser facilmente subornado e decodificar a mensagem.
    A grande sacada do novo tipo de mensagem secreta é o formato que ela está inserida. Até então, pouco, ou quase nada, ouviu-se falar em mensagens secretas feitas a base de bactérias fluorescentes, que podem ser criptografadas.

    2)Qual o suporte da informação?
    A nitrocelulose
    3) Seria possível realizar uma análise diplomática, como seria essa análise?
    Muito difícil de responder tal questão. Acredito que não poderia ser possível fazer análise diplomática da mensagem. Haja visto que ela não possui uma estrutura informacional. As bactérias são muito instáveis e facilmente podem sofrer modificações.

    4)Se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?
    As bactérias após a sua leitura são autodestrutíveis, não sei realmente como arquivá-las. De repente, manter em temperatura estável para que não morram ou propagem, e assim, mantenham aquela mensagem criptografada. A área ainda é muito nova o que dificulta qualquer tipo de certeza a respeito.

    5) Nesse último caso, como ficaria a análise tipológica?
    Sem dúvida, diferente da estrutura que conhecemos.

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  5. Lidar com esse "novo documento" seria um desafio aos arquivistas, mas vamos lá, seguem abaixo minhas respostas:

    a)como garantir a autenticidade da mensagem enviada?
    Acredito que o esquema de criptografia ajudaria nesse quesito, pois a informaçao não seria facilmente acessada por usuários não autorizados, dificultando a alteração dos dados do documento.

    b)qual o suporte da informação?
    A nitrocelulose

    c)seria possível realizar uma análise diplomática, como seria essa análise?
    seria arriscado fazer esse tipo de análise, pois o suporte da informação é instável. A análise diplomática poderia ser feita no documento de onde a mensagem contida na bactéria foi copiada.

    d)se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?
    Deveria ter um acondicionamento e arquivamento diferenciado de outros suportes, com monitoração de umidade e temperatura rigorosas, tudo isso para impedir que a bactéria seja auto-destruída antes do tempo.

    e)nesse último caso, como ficaria a análise tipológica?
    seria estudada de acordo com o conteúdo dos documentos, dependendo da quantidade criada, poderia até montar estruturas de séries documentais.

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  6. Respostas:

    a)como garantir a autenticidade da mensagem enviada?
    a autenticidade da mensagem seria garantida por meio da criptografia que trata-se de um conjunto de conceitos e técnicas que visa codificar uma informação de forma que somente o emissor e o receptor possam acessá-la, evitando que um intruso consiga interpretá-la.

    b)qual o suporte da informação?
    O suporte em questão seria a nitrocelulose, que permite que as bactérias E.Coli se mantenham vivas.


    c)seria possível realizar uma análise diplomática, como seria essa análise?
    A análise não seria possível, já que as informações são copiadas de outro documento, não sendo considerados assim, originais. Além de tal mensagem transmitida pelas bactérias terem um tempo curto de duração.

    d)se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?
    Tal mensagem poderia ser transcrita para outro suporte para fins de arquivamento, ou a mesma poderia ser conservada em material específico para manter as bactérias vivas por mais tempo, porém essa segunda opção não aparece ser a mais adequada já que o suporte que é utilizado (nitrocelulose) é instável.

    e)nesse último caso, como ficaria a análise tipológica?
    Tal atividade poderia ser feita por meio de um estudo e de um consenso dos profissionais do que seria considerado em cada elemento dessa análise.

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  7. Como garantir a autenticidade da mensagem enviada?
    Em meio a tantas respostas ja mencionadas nesse exercício eu continuo em duvida quanto a garantia da autenticidade da mensagem enviada.
    Mas posso supor que os espiões tenham treinamento suficiente para poder identificar uma mensagem falsa de uma mensagem verdadeira , coisa que nós arquivistas infelizmente não podemos (mas eu queria muito poder). Perante esta situação imagino que a autenticidade seria garantida pelo preço que a tecnologia exige , por isso seria desperdício enviar uma mensagem falsa.

    O suporte da informação seria biológico. Assim como os genes carregam informações sobre as características do ser e é um suporte , a bactéria seria a mesma coisa , um suporte vivo que carrega uma informação.

    Receio que a análise diplomática seria muito complicada de fazer , chegando ao ponto de eu não saber como. Até mesmo porque a bactéria é uma cópia do documento original , o que dificulta bastante a analise .


    Imagino que a mensagem enviada através das bactérias poderia ser transpassadas para um suporte mais duradouro com a finalidade de arquivar esse documento.

    Não sei como ficaria a análise tipológica (sorry)

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  8. O tema é bastante interessante e de muito importância para a arquivologia. Como sempre ficamos atentos a novas tecnologias que trazem novos suportes, de modo a estudá-las e estabelecer métodos de análise. Este novo modo de transmitir informação apenas demonstra que a tecnologia sempre nos trará métodos novos de transmitir a informação e que como arquivistas devemos estar cientes das novas possibilidades.

    *Autenticidade
    A criptografia é uma forma de garantir, mas não acredito que seja, ainda, muito segura. Alguns fatores podem alterar a mensagem, por exemplo, a nitrocelulose não conseguir manter vivas algumas bactérias. Neste cenário, a autenticidade se perderia.

    *Suporte
    Uma superfície de nitrocelulose.

    *Análise diplomática
    Acredito que não seria possível, uam vez que as bactérias trazem apenas uma cópia da informação. E, pelo que entendi da notícia, não haveria uma estrutra para ser analisada, a informação apenas "saltaria aos olhos".

    *Se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?
    Como sou leigo e baseado no que eu entendi, acredito que não poderíamos manter a informação por muito tempo nesse suporte de nitrocelulose. A reportagem diz que com o tempo as bactérias vão se degradando, impossibilitando que outras pessoas tenham acesso. Talvez se existir a possibilidade de acondicionar essa nitrocelulose de modo que as bactérias não se degradem. Mas vale lembrar que vários outras elementos são usados, como os antibióticos para evitar crescimento da bactérias, reprodução e que ela fique fluorescente antes da hora. Mal cuidado, esse elementos podem comprometer a informação. No entanto, não sei a configuração que teria.

    * Análise tipológica
    Sinceramente não faço idéia de como ficaria. Acredito que dependa de uma análise minuciosa.

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  9. Bruno Santos Silva20 de out de 2011 18:53:00

    Um desafio para todos os arquivistas, pois esse tema deixa claro a importância de invenções tecnológicas para o nosso estudo e como iremos lidar com essas questões ao longo do tempo.

    Como garantir a autenticidade da mensagem enviada?
    Com os avanços da tecnologia e também da Engenharia Genética, é possível garantir a autenticidade pela criptografia, dificultando o acesso por outras pessoas.

    Qual o suporte da informação?
    O suporte seria a nitrocelulose.

    Seria possível realizar uma análise diplomática, como seria essa análise?
    Seria bastante complicado, visto que os dados disponíveis não seriam suficientes e no caso em questão deveria haver um estudo mais aprofundado para evitar equívocos.

    Se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?
    Como descrito na reportagem, a mensagem é perdida com tempo. Sendo assim, procedimentos rigorosos seriam necessários para o arquivamento, tais como:acondicionamento, temperatura adequada, armazenamento, entre outras questões. A ajuda de outros profissionais seriam muito importantes nesse procedimento.

    Nesse último caso, como ficaria a análise tipológica?
    Bastante complexa, visto que já houve uma dificuldade em se realizar uma análise diplomática. Nesse tipo de análise, deveria ser feito um estudo aprofundado do conteúdo das mensagens e a busca por sua relação nesse contexto.

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  10. Lucélia de Lima Alves20 de out de 2011 20:54:00

    •como garantir a autenticidade da mensagem enviada?
    Não é possível garantir a autenticidade, pois a bactéria é um meio que pode sofrer alterações facilmente, pode ser destruída se for mal manipulada pelo correio.
    •qual o suporte da informação?
    Nitrocelulose
    •seria possível realizar uma análise diplomática, como seria essa análise?
    A análise diplomática ficaria muito complicada, pois as características básicas do documento desaparece com a sua leitura.
    •se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?
    Não haveria como arquivar este documento, pois ele se auto destruirá e o que vai sobrar será simplesmente o suporte.
    •nesse último caso, como ficaria a análise tipológica?
    A análise tipológica também é complicada, pois não é possível entender o contexto do documento, já que a mensagem vai sumir e mesmo que seja possível visualizá-la não será possível entendê-la,visto que ela estará criptografada.

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  11. * Como garantir a autenticidade da mensagem enviada? De acordo com a reportagem, o processo de decodificação da mensagem só é possível com a utilização de uma combinação correta de insumos, o que é considerado muito difícil. Ao meu ver essa seria uma maneira de acreditar na autenticidade da mensagem.

    * Qual o suporte? De acordo com a reportagem, seria uma superfície de nitrocelulose, que lembra uma folha de papel.

    * Seria possível realizar uma análise diplomática, como seria essa análise?
    Acho que não seria possível, pois acredito que essa nova técnica seja usada somente com a finalidade de se enviar alguma mensagem, se preocupando mais com o conteúdo do que com os aspectos formais.

    * Se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?
    A mensagem teria que ser migrada para outro suporte, pois suponho que não seria viável tentar conservar as bactérias. A classificação do documento com a cópia dessa mensagem seria feita de acordo com a sua função.

    * Nesse último caso, como ficaria a análise tipológica? Como já expliquei acima, acho que esse tipo de técnica se preocupa mais com o conteúdo da mensagem do que com formalidades, mas talvez seja possível responder alguns caracteres externos e internos de uma análise tipológica. O suporte seria o maior diferencial.

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  12. como garantir a autenticidade da mensagem enviada?
    Acredito que da mesma forma que os documentos em suporte de papel e mídias digitais, há maneiras para dificultar a falsificação, como sinais de validação diversos, e no caso da bactéria, a criptografia dificultaria o acesso por outras pessoas que não o destinatário e remetente, porém, acredito que para especialistas seja possível burlar a autenticidade.
    qual o suporte da informação?
    O suporte seria a nitrocelulose.
    seria possível realizar uma análise diplomática, como seria essa análise?
    Acredito que a analise seria dificultada por estar em um suporte instável e também por não haver um modelo de estrutura a ser analisado.
    se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?
    Como pude entender, o suporte não é estável nem duradouro, e para essa informação ser arquivada, mesmo respeitando critérios que favoreçam o desenvolvimento e mantenimento da bactéria, não poderia ser arquivada por muito tempo, sendo necessário que a informação migrasse para outro suporte.
    nesse último caso, como ficaria a análise tipológica?
    Se a informação fosse migrada para outro suporte e assim arquivada a analise poderia ser feita pela analise de caracteres externos e internos, porém, se continuasse na bactéria teria que haver um modelo de estrutura para poder ser analisado.

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  13. Como garantir a autenticidade da mensagem enviada?
    Mesmos os organismos mais simples possuem um código genético com muitas possibilidades de combinações. Isso é muito útil para gerar uma criptografia segura.

    Qual o suporte da informação?
    Neste caso a nitrocelulose. Mas poderia ser qualquer forma micro-orgânica que seja simples de manipular.

    Seria possível realizar uma análise diplomática, como seria essa análise?
    Sim. Aplicando ao modelo de Madri, por exemplo, em Tipo Documental > Caracteres Externos ficaria assim:
    classe: textual,
    suporte: nitrocelulose,
    formato: mensagem,
    forma: original
    se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?
    Algumas configurações seriam comum a qualquer outro tipo de documento, porém outras seriam bem específicas como no caso do Expurgo, no modelo de Madri, seria apenas corrente, pois a mensagem é destruída assim que é recebida.

    Nesse último caso, como ficaria a análise tipológica?

    Aplicando no modelo de Madri:

    Tipo Documental:
    Denominação: Mensagem Auto-Destrutiva.
    Definição: Mensagem secreta que sofre auto-destruição após o seu recebimento.
    Código: "QQ"
    Caracteres externos:
    Classe: Textual
    Suporte: Nitrocelulose
    Formato: Mensagem
    Forma: Original
    Produtor: Departamento de Segurança.
    Destinatário: Agentes.
    Legislação: Resolução xyz.
    Tramite: A mensagem é produzida e enviada pelo Departamento de Segurança ao agente.
    Documentos básicos que compõem o expediente: Mensagem criptografada.
    Ordenamento da série: cronológica
    Conteúdo: Mensagem
    Vigência Administrativa: Até o recebimento.
    Expurgo: Corrente.

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  14. 1)Como garantir a autenticidade da mensagem enviada?
    Provavelmente o Interessado na informação deve colocar alguma criptografia que somente o destinatário terá o acesso

    2)Qual o suporte da informação?
    Suporte Biológico

    3)Seria possível realizar uma análise diplomática, como seria essa análise?
    Não pelo fato de ser informação sigilosa e suporte ser instável e existe diversos gêneros de bactérias talvez a análise diplomática se tornaria quase impossível. o ideal seria passar essa informação para outro suport.

    4)Se a mensagem fosse arquivada, qual seria a configuração desse novo documento de arquivo?
    Acredito que o acondicionamento das bactérias seria muito caro para a instituição e como dito no título a informação tem um tempo de vida muito curto, o ideal seria passar essa informação para outro suporte
    5)Nesse último caso, como ficaria a análise tipológica?
    Seria estuda de acordo com o conteúdo da informação.

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  15. Todos os organismos vivos são portadores de informações genéticas, que são especificamente analisadas pelas ciências biológicas, então não é de se admirar que outros tipos de informação possam ser armazenadas em organismos vivos, como as bactérias apresentadas no post. Neste caso o suporte de informação é a nitrocelulose, podendo variar em outras formas de organismos vivos. Hoje existem bancos de DNA como no caso da Embrapa que guardam codificações genéticas de espécies que correm risco de serem extintas. Dependendo da capacidade de informação deste suporte a informação arquivística poderia ser como qualquer outra informação arquivística, e neste caso seria acessado de acordo com o conteúdo intelectual.
    Quanto a análise tipológica precisaria de um estudo específico sobre este tipo de suporte e a codificação utilizada.

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