31 agosto 2015

Interlocuções entre Lopez e Duranti

   
Coffee And Cigarettes, de Jim Jarmusch (Disponível em Youtube)

     Para esta semana, temos a leitura de um texto clássico de nossa área feito pela autora italiana Luciana Duranti. 
    Primeiramente, registrem suas explanações a respeito do que a autora considera por Diplomática e Diplomática Especial, seguidamente, compare e façam uma interlocução de tais conceitos com o proposto pelo professor André no referente aos conceitos de Diplomática e Tipologia Documental.

Leitura da semana: 

DURANTI, Luciana. Diplomática: usos nuevos para una antigua ciencia. Trad. Manuel Vázquez. Carmona (Sevilla): S&C, 1996. (Biblioteca Archivística, 5). - CAP. 1 (Download)
LOPEZ, A. Identificação de tipologias documentais em acervos de trabalhadores. In: MARQUES, Antonio José; STAMPA, Inez Tereznha Stampa. (Orgs.). Arquivos do mundo dos trabalhadores: coletânea do 2º Seminário Internacional. São Paulo; Rio de Janeiro: CUT; Arquivo Nacional, 2012, p. 15-31.(Download)

Atividade Individual e Obrigatória, comentem suas observações nos comennts abaixo até as 18:40Hrs do dia 04/09.
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Thadeu Alexander.

61 comentários:

  1. A diplomática nasceu como ciência em resposta a necessidade de analisar documentos definidos como falsos, logo para distinguir os originais (autênticos) dos falsos houve a necessidade de se estabelecer normas e regras gerais de identificação. Segundo Duranti, A palavra diplomática surgiu de uma adaptação do latim “res diplomática”, uma expressão usada por um dos primeiros escribas que representa uma analise critica das formas dos diplomas.
    E o que é diplomática especial?
    A diplomática especial é um ramo da própria diplomática. tem como objeto de estudo o documento em si, sua unicidade e autenticidade e demais partes que o compõem. (ainda um pouco contestada por alguns autores) é uma disciplina em que os princípios teóricos formulados e analisados pela diplomática:
    -Se individualizam. (ou seja, são vistos e interpretados separadamente.)
    -desenvolvem e classificam para serem aplicados a documentos singulares, concretos, reais, existentes e facilmente exemplificáveis.
    Trazendo um pouco para o que vimos em aula ministrada pelo professor André, tanto quanto a diplomática quanto a tipologia são necessárias para entendermos o motivo da guarda do documento de arquivo: seu processo, sua originalidade e para que fins deve ser guardado pertencentes ao fundo.

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  3. De acordo com Luciana Duranti (1996) os princípios, conceitos e métodos da diplomática são válidos universalmente e oferecem uma sistemática e uma objetividade para os estudos arquivísticos, associados a formas e conteúdos documentais com ampliação da qualidade científica.
    No entanto, esse entendimento foi construído a partir da evolução da diplomática que passou de uma visão de verificação de autenticidade/veracidade gerais de documento com finalidade prática-jurídica para uma perspectiva critica aplicada a individualização e singularização dos documentos. Assim, houve a necessidade de questões vinculadas a pluralidade, e fragmentação de fontes de forma a obter análises e descrições mais sistemáticas. Portanto, uma compreensão do documento e da informação transmitida por este considerando regras de representação tanto física (externa) como intelectual (interna), articuladas.
    Lopez (2012), ao tratar do tema aborda as características externas manifestas no tipo de papel, sinais de validação e internas como conteúdo, linguagem, abreviatura, disposição das informações, numa perspectiva de instrumentalização da arquivistica nas características básicas e essenciais do documento, relacionando-os a compreensão de séries, entendidas como conjunto amplos, associados as atividades que lhe deram origem.
    Nessa lógica, a relação do documento com sua função possibilita a construção do conceito de tipologia documental na perspectiva de séries, que por sua vez viabiliza o plano de classificação tipológica. Portanto, um imbricamento que permite vincular a produção do documento com os fatos a ele relacionados, trazendo assim a compreensão correta do documento.

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  4. Com relação ao texto da autora Luciana Duranti, diplomática especial é um ramo da diplomática, os princípios teóricos formulados e analisados pela diplomática se individualizam, desenvolvem para ser aplicados a documentos singulares, concretos, reais, existentes e facilmente exemplificados mais do que a documentação geral abstrata e atípica. A diplomática geral é um corpo de conceitos, os dois conceitos se influenciam mutuamente e constituem a função da crítica diplomática.
    A diplomática especial analisa situações específicas e faz uso da teoria da diplomática geral esta guia e controla a diplomática especial e é alimentada por ela.
    Entre a ciência arquivística e a ciência arquivística especial existe a mesma relação comparando a diplomática e a diplomática especial. A ciência arquivística trata-se da doutrina enquanto a ciência arquivística especial se traduz como crítica sendo esta dirigida e controlada pela doutrina, representa a reação de uma mente científica que se coloca em contato com series e fundos. A comparação entre as disciplinas – ciência arquivística especial e diplomática especial – está relacionada nas series, fundos e na documentação baseando-se como um complexo de documentos na qual este complexo constitui a área da ciência arquivística.
    Correlacionando os textos sabe-se que qualquer documento escrito em sentido diplomático contém informação transmitida e descrita por meio de regras de representação. A forma de um documento é ao mesmo tempo física e intelectual. A autora Duranti apresenta que não é qualquer documento que é objeto da diplomática, somente documento de arquivo, ou seja, documento criado e recebido por uma pessoa física ou jurídica no decorrer de suas atividades. Se o documento, entendido genericamente, é qualquer informação fixada em um suporte, o documento de arquivo é mais específico, pois se trata, necessariamente, do produto de uma vontade administrativa. (LOPEZ, 2012). Os textos se relacionam no sentindo em que ambos conduzem os conceitos sobre diplomática levando em consideração a origem da disciplina, que ocorreu para averiguação dos documentos medievais e que com o passar dos anos a diplomática se tornou muito importante para o desenvolvimento arquivístico, os autores retratam a importância ao estudo das séries documentais e na observação individualizada para cada documento, ou seja, há muito mais em um documento do que somente a análise de gênero, suporte ou forma, para cada documento criado devemos levar em consideração também a presença da necessidade ou da vontade que o fez ser criado, contextualizando assim seu propósito.

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  5. Considerando o texto da autora Luciana Duranti, podemos entender a Diplomática Especial como uma parte integrante da Diplomática. A critica (Diplomática Especial) é uma disciplina que se encarrega de individualizar, desenvolver e tornar claros os princípios teóricos formulados e analisados pela Diplomática para que eles possam ser aplicados a documentos únicos, concretos, reais e facilmente exemplificáveis. A Diplomática é composta de um corpo de conceitos e noções fundamentais que ao serem aplicados em casos concretos e individuais constituem a essência da Diplomática Especial. A Teoria (Diplomática) e a Crítica (Diplomática Especial) se complementam. A Crítica se utiliza da Teoria para analisar situações específicas, enquanto a Teoria orienta e controla a Crítica ao mesmo tempo que é alimentada por ela.
    Fazendo uma interlocução entre os textos propostos podemos observar uma relação entre alguns conceitos. Para Lopez (2012), a disciplina Diplomática tenta individualizar os documentos, enquanto a Tipologia Documental é responsável por permitir o entendimento dos documentos dentro do contexto de um arquivo. Assim, percebemos que a Diplomática Especial para Duranti (1996) é uma espécie de junção das disciplinas definidas pelo professor André. Pois a Crítica também busca aplicar conceitos em casos concretos e individuais e se encarrega do estudo histórico-administrativo-legal-arquivístico dos criadores dos documentos.

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  7. Segundo Duranti, diplomática é um corpo de conceitos, e a aplicação destes conceitos nos infinitos casos individuais constituem a função critica, ou seja, a diplomática especial. Ambas as diplomáticas se influenciam, ou seja, se completam.
    O conceito de diplomática e tipologia documental feita por Lopez se consiste basicamente mostrar como a diplomática e a arquivística estão interligadas. A diplomática consiste em analisar o documento separado de seu conjunto documental, ou seja, individualmente para entender o contexto daquele documento. A diplomática analisa o documento em suas características internas e externas e seu contexto: forma, formato, espécie, gênero, suporte, sinais de validação, como a informação esta disposta dentro de determinado documento e o tramite que este documento realizou para que se entenda como este surgiu. Já a tipologia demonstra o documento inserido em um conjunto documental, ou seja, uma série especifica sendo que para cada série um mesmo documento com uma mesma analise diplomática terá significados diferentes de função e tipologia dependendo de seu titular.
    Assim podemos ver a interlocução entre Duranti e Lopez: A diplomática é para a Duranti o que a tipologia é para Lopez, uma analise de determinado documento em seus diversos casos individuais, ou seja, um mesmo documento que compõe fundos distintos em relação com os outros documentos deste mesmo fundo. Já a diplomática especial é para Duranti o que a diplomática é para Lopez, a analise individual dos documentos, ou seja, o corpo que o compõe: gênero, espécie, forma, formato e etc, para que se conheça o contexto completo do documento.

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    1. Quase... a relação é a diplomática especial (Duranti) com a tipologia (Lopez)

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  8. Considerando o texto do André Lopez, a diplomática foi fundada como disciplina em 1681, por Jean Mabilion, as suas origens estão relacionadas à identificação e à averiguação da autenticidade de documentos medievais. Pode-se contestar o valor do arquivo na função comprobatória, e com isso constatamos um arquivo. Com isso, pela análise diplomática podemos melhor identificar o que cada documento é, definindo-o mais precisamente. Há uma diferenciação da Diplomática e a Arquivologia, que a Diplomática tende a invidualizar cada documento, já a Arquivologia busca a inserção de cada documento em conjuntos mais amplos, caracterizados pelas atividades que o produziram.
    Segundo Duranti, a diplomática especial pode identificar as regras por meio da crítica dos documentos. Ela relata que o uso da critica dos documentos, traz uma contribuição à ordenação, identificação, seção, descrição e comunicação. Pode-se tambem que, a autenticidade diplomática não coincide a autenticidade legal, quando ambas conduzem a atribuição de uma autenticidade histórica, é uma disputa judicial. Um documento é autêntico quando apresenta todos os elementos que são estipulados para prover-lo de autenticidade. Um documento é genuíno quando é verdadeiramente oque ele propõe ser.
    Aluno: Rafael de Oliveira Dantas

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  10. Duranti utiliza duas nomenclaturas ao longo do texto na tentativa elucidar melhor a disciplina. Para ela, existe a diplomática geral e especial, onde a primeira trata da teoria, ou seja, representa um conjunto de conceitos e métodos que iram nortear as atividades executadas pela diplomática especial. Já a diplomática especial seria um tipo de revisão ou verificação que analisa situações específicas. Apesar desta "separação", a diplomática especial complementa a diplomática geral. Fazendo analogia com o texto do professor André, pude perceber a semelhança entre os conceitos aplicados por ele para a diplomática e os utilizados por Duranti para diplomática especial. Acredito também que o conceito de diplomática geral utilizado por Duranti é semelhante ao utilizado em Lopez (2012) para definir Arquivologia, principalmente no trecho que ele diferencia a diplomática da mesma.

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    1. Quase... a relação é a diplomática especial (Duranti) com a tipologia (Lopez)

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  11. De acordo com o texto de Luciana Duranti a diplomática é uma ciência que nasceu com a necessidade de analisar criticamente os documentos tidos como falsificados, para se definir quais realmente eram autênticos e íntegros. A diplomática especial é um ramo da diplomática em que os princípios teóricos formulados e analisados pela diplomática se individualizam para serem aplicados a documentos, concretos reais existentes e facilmente exemplificáveis, mais do que a documentação geral, abstrata e atípica. Logo a diplomática geral e um corpo de conceitos a sua aplicação aos infinitos casos individuais constituem a função da (critica) da diplomática isto é especial. A teoria é a diplomática geral e á pratica é a diplomática especial, as duas se influenciam mutuamente a segunda analisa situações especificas e usa a primeira, a primeira guia e controla a segunda e é alimentada por ela a diplomática pode identificar as regras por meio da crítica dos documentos em base a estas regras cabe estabelecer os valores dos documentos analisados. A autora também cita que a expansão da administração de documentos alimenta a diplomática especial. A relação entre os textos é que, o que Lopez interpreta como tipologia que é o estudo que tem por objeto os tipos documentais como forma, gênero e espécie, para Duranti é diplomática, e o que para durante é diplomática especial para Lopez é diplomática.

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    1. Quase... a relação é a diplomática especial (Duranti) com a tipologia (Lopez)

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  12. Atividade - Vitor Luiz Spindola Rocha:

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    Segundo Duranti, a diplomática geral é um corpo de conceitos. Esses conceitos podem ser aplicados de diversas formas, com isso aparece a função da diplomática especial (crítica). A diplomática é influenciada de forma mútua pela diplomática geral, que é a teoria, e pela diplomática especial que é a parte crítica. A diplomática geral é quem guia e orienta a especial, que por sua vez analisa os casos mais específicos.
    Fazendo uma comparação com o que foi lido no texto sugerido, O que Lopez (2012) descreve como Arquivologia e a Tipologia se assemelha ao conceito de Diplomática de Duranti, já o conceito de Diplomática de Lopes (2012) é definido como Diplomática Especial (crítica).
    Com a leitura desses textos, percebe-se a importância de se observar a natureza de seus documentos individualizados (Lopes 2012), e também aplicá-los de forma correta em seu contexto para que os documentos sejam identificados da forma mais correta e clara possível.

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    1. Lopez, com Z

      Quase... a relação é a diplomática especial (Duranti) com a tipologia (Lopez)

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  13. Mateus Matos 13/0126187

    A partir da exposição de conceitos apresentada por Duranti existem dois tipo de diplomática. A primeira diplomática é aquela que conserva os preceitos históricos do surgimento dessa maneira de analisar um documento, seu objetivo é atestar a autenticidade do documento a partir da associação a conteúdos e formas. Já o outro tipo de diplomática, chamada pela autora de especial, é aquela que além dos preceitos da diplomática clássica, busca uma análise a partir da individualização do documento visando entender o papel do mesmo num contexto específico de utilização e guarda.
    Traçando um parâmetro com o texto do professor André Lopez, fica claro que a diplomática apresentada pelo mesmo busca e reforça os preceitos da diplomática clássica. Já a tipologia visa entender e justificar o papel e contexto de arquivos específicos numa esfera própria dentro de um plano de maior abrangência. Empreende-se portanto que os documentos devem ser analisados de duas maneiras distintas num primeiro momento e que essas duas análises serão essenciais para tornar compreensível o entendimento do documento e a correta inserção do mesmo no contexto que se notou o devido pertencimento.

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  14. Segundo Durantti (1996), a diplomática geral é um conjunto de conceitos que quando aplicados a casos individuais constitui a função crítica da diplomática, isto é, a diplomática especial. Diante disso, a diplomática especial é um ramo da diplomática geral, ou seja, uma disciplina que se baseia em princípios formulados e analisados em um caso específico, de forma que sejam aplicados a documentos singulares, concretos, reais e facilmente exemplificados. Sendo assim, a diplomática geral é a teoria, pois guia a diplomática especial. Já a diplomática especial, é a crítica, pois analisa situações específicas, e é alimentada pela diplomática geral. Para Lopez (2012), por meio da diplomática é que se torna possível apontar o que cada documento é, sendo capaz de ser dito de forma precisa. Além disso, para ele a diplomática não se restringem ao uso arquivístico, fazendo com que a disciplina tenha um atuação ainda maior. Relacionando os dois textos pode se concluir que para Lopez a diplomática abrange um campo maior de análise de documentos. Já para Durantti a diplomática não analisa todo tipo de documento, somente os documentos de arquivos, ou seja, aqueles produzidos por pessoa física ou jurídica no decorrer de suas atividades.

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  15. Diplomática e Diplomática Especial (segundo Luciana Duranti)
    A diplomática diz respeito ao estudo da autenticidade (escritos de acordo com as práticas do tempo e lugar indicados no texto e firmados com os nomes das pessoas competentes para criá-los) e veracidade dos documentos. Antigamente a questão da autenticidade não era considerada um caráter intrínseco dos documentos, o fato de preservar os documentos num lugar específico é o que o tornava autêntico. A transformação da análise crítica gerada pelas chamadas “guerras diplomáticas” é que deu origem a diplomática enquanto disciplina.
    Quando os estudiosos começaram a ver os documentos como evidências históricas, e não apenas como exclusivamente para dirimir disputas políticas ou religiosas, a diplomática e a paleografia adquiriram um caráter científico e objetivo, entretanto num primeiro momento permaneceram confusas como uma só disciplina.
    O objeto de estudo da diplomática não é qualquer documento, mas sim um documento arquivístico, aquele criado ou recebido por pessoa física ou jurídica no curso de suas atividades. E a análise diplomática vai além da análise da forma, do suporte e do conteúdo, mas também são analisados o propósito (vontade que o originou) do documento e o contexto da atividade prática que o criou.
    Os três requisitos fundamentais dos documentos para o estudo diplomático são: a circunstância da escrita, a natureza jurídica do feito e sua forma.
    Conforme Carucci, Diplomática pode ser considerada uma disciplina que estuda os documentos, analisando o seu aspecto formal a fim de definir sua natureza jurídica com relação tanto a sua formação (forma, formato, suporte, gênero, conteúdo, etc) como seus efeitos, por intermédio da investigação de sua origem, forma e transmissão.
    Os documentos produzidos por computadores ou processadores de palavras podem ser considerados documentos especiais.

    Diplomática e Tipologia Documental (segundo André Lopez)
    A Diplomática é uma disciplina que permite compreender, de modo sistemático, por intermédio de um método específico, as características básicas e essenciais dos documentos. A análise Diplomática é individualizada, ou seja, de cada documento. O objeto de estudo da Diplomática não se restringe apenas ao documento arquivístico.
    A análise da tipologia documental é mais ampla pois engloba a análise diplomática, visto que aquela é responsável por permitir a compreensão do documento identificado por esta. Tendo em vista que a junção da espécie (identificada pela Diplomática) com a função do titular arquivístico é responsável por definir o tipo documental.

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  16. De acordo com a autora Luciana Duranti (1996), a diplomática especial é um ramo da diplomática, em que a segunda é um corpo de conceito, estipulada como a teoria e a primeira mais direcionada a ser uma crítica. É através dessa crítica que a diplomática especial identifica as regras de análise dos documentos (gênero, forma, classificação...). Ambas se completam, uma tem influência sobre a outra. Para completar, Duranti afirma que a diplomática guia e controla a diplomática especial, e é alimentada por ela.
    André Lopez (2012) esclarece que a Diplomática individualiza cada documento, o que é fundamental na atualidade, de modo a denominar a espécie, dar as características internas e externas do documento, para que seja identificada como a informação está disposta e como a mesma se comporta, saber as etapas e quais documentos foram produzidos. Em relação a Tipologia, o autor esclarece que a mesma é “responsável por estabelecer a ligação do documento diplomático com a função do titular arquivístico”. E com isso, faz-se necessário o desenvolvimento de um plano de classificação, que articulará, de modo orgânico, as ligações entre esses diferentes documentos de arquivo de um titular com suas respectivas funções.
    Vê-se, assim, que análises tipológicas e diplomáticas malfeitas colocam em risco a compreensão do verdadeiro significado dos documentos.

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  17. Luciana Duranti (1996) dispõe sobre duas Diplomáticas: a Diplomática geral e a Diplomática Especial, em que a primeira é vista como a teoria, enquanto a especial é vista crítica e um ramo da Diplomática. Enquanto a Diplomática geral é um corpo de conceitos, a Diplomática especial utiliza desses conceitos para aplicar aos casos individuais dos documentos. Duranti ainda explica que a Diplomática especial identifica as regras de análises por meio da crítica de documentos, estabelecendo os valores dos documentos examinados individualmente.
    O autor André Lopez (2012) determina as diferenças entre Diplomática e Tipologia Documental. Para o autor, a Diplomática estuda e analisa o documento individualmente, de modo a caracterizá-lo (identificando suas caraterísticas principais, internas e externas, dando o trâmite do documento, suas etapas e o que foi produzido até chegar ao documento em pauta). Percebe-se uma ligação com a função inicial da Diplomática, que quando fundada, em 1681, tinha a intenção de identificar e analisar a autenticidade de documentos medievais relacionados a posses de terras e títulos. Sobre Tipologia Documental, Lopez dispõe que a mesma estabelece uma ligação do documento diplomático com a função do titular arquivístico, entendendo “como um conjunto documental específico ocorre em determinado arquivo” e identificando os vários e diferentes usos de uma mesma informação contida em um mesmo documento.
    Percebe-se que as teorias dos autores têm ligações, quando ambos tratam que as análises documentais devem ter requisitos básicos, como gênero, forma e até mesmo a necessidade de classificação, para que os documentos sejam identificados, mesmo que anos ou séculos passem.

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  18. Duranti conceitua a diplomática como sendo o estudo dos documentos singulares,item documental,analisando o seu aspecto formal a fim de definir sua natureza jurídica com relação a sua criação e seus efeitos.Sendo assim,a autora analisa a existência de duas formas de diplomática:a especial e a geral.Esta se preocupa em entender a vontade e a necessidade que originaram o documento e aquela é um ramo da diplomática em que os princípios formulados e analisados pela diplomática se individualizam para serem aplicados a documentos, concretos reais existentes e facilmente exemplificáveis.
    A diplomática geral se apresenta como corpo de conceitos podendo ser entendida como a parte teórica da disciplina e a especial como a parte crítica e sendo aplicada ao item documental,ou seja,a geral serve como guia para a diplomática especial aplicar seus conceitos.Para Duranti,só é possível aplicar o estudo diplomático em documentos de arquivos,pois estes são criado por um vontade administrativa .Relacionando os dois textos percebe-se que disciplina diplomática tenta individualizar os documentos, enquanto a tipologia documental é responsável por permitir o entendimento dos documentos dentro do contexto de um arquivo,ou seja,a relação dos documentos com sua função dentro de um arquivo permite a criação de uma classificação tipológica dentro do conceito de série.

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    1. Somente cumpriu com uma parte da questão; faltaram as outras duas.

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  20. Para Duranti a diplomática nasceu na necessidade de distinguir e analisar se os documentos eram legítimos ou não. Ela afirma que seus princípios, conceitos e métodos são universalmente válidos e podem oferecer objetividade e qualidade ao estudo arquivístico relacionadas às formas documentais. Para ela, examinar diplomaticamente um documento é estudar sua gênese, forma e sua relação dele com seu criador a fim de identificar e comunicar sua verdadeira natureza. A partir da diplomática nasce a diplomática especial: os princípios teóricos e técnicos formulados e analisados pela diplomática se individualizam para serem aplicados a documentos singulares, concretos, reais e facilmente exemplificáveis.
    Para Lopes a análise diplomática de um documento é individualizada e se atenta em identificar, no mínimo, sua espécie, elementos intrínsecos e extrínsecos e o trâmite. Segundo ele a tipologia documental é responsável por permitir a compreensão do documento identificado pela Diplomática (espécie) dentro da organicidade do arquivo. A fusão da espécie com a função determina o tipo documental.

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  21. De acordo com Duranti (1996), há dois tipos de diplomática, a primeira, diplomática geral, é um conjunto de conceitos que quando aplicados a casos individuais constitui a função crítica da diplomática (a diplomática especial). Ou seja, a segunda, diplomática especial, é uma parte integrante da diplomática geral, e os dois conceitos se influenciam mutuamente. Dessa forma, a diplomática especial, é a crítica, pois analisa situações específicas, e é uma disciplina que se encarrega de individualizar, desenvolver e tornar claros os princípios teóricos formulados e analisados pela diplomática para que eles possam ser aplicados a documentos únicos, concretos, reais e facilmente exemplificáveis, esta é alimentada pela diplomática geral, que é a teoria, pois norteia a diplomática especial.
    Para Lopez (2012), a diplomática tende a individualizar cada documento, enquanto a Arquivologia busca a inserção de cada documento em conjuntos mais amplos, caracterizados pelas atividades que os produziram (as séries). Tais especificidades, que distinguem essas disciplinas, ao mesmo tempo, as tornam complementares.
    Correlacionando os textos, perceber-se a semelhança entre os conceitos de diplomática, para Lopez e diplomática especial, para Duranti que busca uma análise a partir da individualização do documento visando entender o papel do mesmo num contexto específico e também a semelhança entre os conceitos de diplomática geral e a arquivologia, que representam a parte teórica que guia a diplomática especial e a diplomática, respectivamente.

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    1. Quase... a relação é a diplomática especial (Duranti) com a tipologia (Lopez)

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  22. Segundo os ensinamentos de Duranti (1996) , a diplomática adveio da necessidade de definir a autenticidade dos documentos, analisando se são falsos ou não, bem como diferenciar os autênticos dos falsos, mas a autora ressalta que este conceito evolui ao longo da cientificação da diplomática . Ainda na concepção da autora, a diplomática pode ser dividida em duas partes, a diplomática e a diplomática especial, Sendo que a diplomática traz uma visão mais geral e teórica, ligada a um conjunto de conceitos, já a diplomática especial se pauta neste conceitos aplicando-os de forma prática a caso concretos de análise dos documentos.

    Já Lopez (2012), faz uma diferenciação entre Diplomática e tipologia documental, em sua concepção teórica, a diplomática caracteriza o documento de forma individual identificando e analisando suas principais características, seja extrínsecos ou intrínsecas, estudando o documento da sua origem e todo o tramite. No que tange a Tipologia, o professor explica que é responsável pelo estabelecimento um elo do documento diplomático e a função do titular arquivística. Deste modo a tipologia permite entender o documento dentro da organicidade de um arquivo lingando a sua criação e todo ciclo de vida dentro de determina instituição.

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  24. Duranti acredita que a diplomática tem como principal função provar que o documento, sozinho ou não, possui autenticidade legal. Quando feita individualmente, a diplomática especial é a responsável pelo estudo. Já Lopez mostra que a diplomática só funciona de modo singular, buscando caracterizar os documentos de acordo com suas marcas e estruturas, os encaixando em séries, espécies e tipos.

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  25. No texto de Duranti (1996), ela nos dá a primeira impressão sobre a Diplomática, onde os conceitos e métodos são válidos e oferecem objetividade ao estudo arquivístico dos documentos com alta qualidade científica. O principal objeto da Diplomática, sem dúvida, é o documento. Através desse objeto a Diplomática estuda o documento escrito e analisa qual será o suporte e o instrumento de escrita. A diplomática especial é um ramo da Diplomática, onde os princípios teóricos formulados e analisados pela Diplomática se individualizam para ser analisados. A diplomática geral tem como objeto as noções fundamentais e expostas por métodos, que podem conceber a Diplomática especial como centro decorrentes da civilização. Com isso a Diplomática geral é a teoria e a parte crítica é a Diplomática especial, onde uma influencia mutuamente a outra. Ou seja, a especial analisa situações específicas e a geral controla e alimenta as críticas com a teoria.
    No texto de Lopez (2002) ele difere as disciplinas: Diplomática e Arquivologia, onde a Diplomática tende a individualizar cada documento, enquanto a Arquivologia busca a inserção de cada documento em conjuntos mais amplos, caracterizados pela atividade que os produziram (as séries). A Diplomática ganhou importância no trabalho arquivístico, pelo modo sistemático, através de método específico, as características básicas e essenciais dos documentos. Já a tipologia estabelece a ligação do documento diplomático com a função do titular arquivístico. Com isso, o plano de classificação é confeccionado para articular as correspondências organicamente entre os diferentes documentos do arquivo de um dado titular com as respectivas funções.
    Percebe-se que não há muita diferença o modo como os autores fala sobre a Diplomática. O objeto principal que sempre vai se destacar é o documento. A teoria vai vir acompanhada da crítica e com isso a Diplomática ganha importância no meio arquivístico.

    Rachel Gonçalves Aires 13/0130303

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  27. A Diplomática utiliza princípios, conceitos e métodos universalmente válidos para poder oferecer aos estudos arquivísticos um sistema com qualidade científica e objetividade no que concerne a análise das formas documentais. Desse modo, a Diplomática propicia aos arquivistas a possibilidade de realmente entender do que se constitui o núcleo do conhecimento que pertence e identifica a sua profissão – o documento de arquivo, no caso. Além disso, essa mesma área, fundada como disciplina em 1681 por Jean Mabilion, originária da identificação e averiguação da autenticidade de documentos medievais permite determinar o perfil do documento para futura simplificação dos processos burocráticos e construção de sistemas de classificação e recuperação da informação contida no mesmo.
    No entanto, de acordo com o entendimento de Luciana Duranti, para a análise de documentos contemporâneos foi necessário o desenvolvimento da chamada Diplomática Especial. Essa é um fruto da Diplomática que individualiza a análise de documentos passando a ser aplicada a documentos singulares, concretos, reais e que possuem facilidade em ser exemplificado, diferentemente de outros documentos com elevado grau de complexidade. Para Lopez (2012, p. 23), saber identificar corretamente o que cada documento é tornou-se uma atividade fundamental com a difusão dos documentos contemporâneos. A Diplomática em si, ainda conforme a Duranti, é uma área de exposição do método, munida de conceitos, que se propõe a analisar objetos em suas noções fundamentais e mais gerais. Por esse motivo, a Diplomática pode conter várias Diplomáticas Especiais, dotadas de especificidades, tanto quanto for necessário, que visam aplicar os conceitos em casos individuais.
    Duranti denomina a Diplomática Geral (ou simplesmente Diplomática) como teoria e a Diplomática Especial como crítica. Essa última analisa situações específicas utilizando e adaptando para os contextos atuais a teoria da primeira; já a primeira é responsável por guiar e controlar a segunda enquanto é alimentada por ela. Porém, a Diplomática Especial não pode ser aplicada diretamente para documentos individuais, pois a contemporaneidade acabou com o formalismo dos antigos documentos acarretando em formas documentais que não necessitam de análises sistemáticas. Isso implica no estudo dos conjuntos documentais, já que esses representam a pluralidade da informação. A Diplomática dá as regras dos gêneros, formas, classificações etc. de documentos e a Diplomática Especial identifica e aplica essas regras por meio da análise das séries documentais e do contexto em que se inserem.
    Já no entendimento de Lopez, a Diplomática é a análise do documento de modo individual, caracterizando-o externamente (gênero, sinais de validação, espécie, forma, suporte etc.) enquanto que a Arquivologia se presta a analisar conjuntos mais amplos, observando a natureza das séries documentais. A tipologia documental estabelece a ligação entre as duas: permite a compreensão do documento identificado pela Diplomática (espécie) dentro da função do titular arquivístico. Percebe-se, então, que a Diplomática para Lopez está para a Diplomática Especial; a Diplomática de Duranti está para a Arquivologia; e a tipologia está para a ciência arquivística especial na compreensão de Luciana (que aplica a teoria arquivística aos casos individuais).

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  28. Segundo Luciana Duranti a diplomática geral trata-se dos conceitos teóricos que irão dar base à diplomática especial, esta, utiliza-se desses conceitos para direcionar-se e aplicá-los individualmente. A diplomática especial, então, analisa especificamente os documentos em seu gênero, formato, classificação... Sendo assim, a diplomática especial é um ramo da diplomática geral, elas se completam. Ao comparar com o texto de André Lopez pude perceber que para ele a diplomática caracteriza precisamente cada documento, citando e identificando suas características e etapas, o que para Duranti não aconetece, já que a diplomática caracteriza apenas documentos de arquivo. Sendo assim, percebe-se que diplomática para Lopez assemelha-se ao termo diplomática especial fixado por Luciana Duranti.

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    1. Quase... a relação é a diplomática especial (Duranti) com a tipologia (Lopez)

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  29. Diplomática especial para a autora Luciana Duranti (1996) é determinada quando os princípios teóricos formulados e analisados pela Diplomática, individualizando-se, para serem aplicados a documentos singulares, facilmente exemplificáveis. A Diplomática geral e a Diplomática especial se influenciam mutuamente, na qual a primeira é formada por um corpo de conceitos.
    Para André Lopez (2012), a Diplomática individualiza cada documento e busca como a informação está disposta e como ela se comporta, que seriam as características internas e as externas, e quais as etapas que os documentos foram produzidos, ou seja, desde o momento de sua concepção até chegar no documento final. A Tipologia é vista pelo autor como a responsável por estabelecer a ligação do documento diplomático com a função do titular arquivístico.
    De um modo geral, o que para Duranti é Diplomática especial, Lopez denomina como Tipologia.

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    1. A relação está correta, apesar da simplificação das características.

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  31. A autora Luciana Duranti (1996), em seu texto, aborda a diplomática geral e a especial. A diplomática geral (teoria) é formada por conceitos, por noções básicas que guiam e controlam a diplomática especial (crítica). Esta, por sua vez, alimenta a diplomática geral ao analisar casos individuais, singulares e concretos.Podemos perceber, então, que elas se influenciam mutuamente, já que uma analisa situações específicas e a outra fornece os conceitos necessários para tal. A disciplina diplomática nasceu como ciência, tendo o objetivo de fazer a análise de documentos para constatar sua autenticidade e se tornou uma disciplina completa e autônoma por causa das "guerras diplomáticas". Duranti (1996), também fala que a diplomática especial para os documentos contemporâneos não pode ter uma aplicação direta da teoria de individualização deles, visto que agora temos a questão da pluralidade das fontes e da diminuição das antigas burocracias, que criam, em muitos casos, formas de documentos que não são passíveis de análises e descrições sistemáticas.
    Já Lopez (2012), cita que a diplomática permite a compreensão sistemática dos aspectos básicos dos documentos ao individualizá-los, enquanto a tipologia documental nos permite compreender o documento, previamente identificado pela diplomática, incorporado à organicidade do arquivo.

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  33. Para Luciana Duranti, a Diplomática especial é ligada à Diplomática como se fosse um guia para ela, as duas se completam.
    A Diplomática especial ajuda a tornar os conhecimentos sobre documentação inteligíveis preservando a individualidade de cada um.
    A Diplomática especial vem evoluindo com o passar do tempo, os arquivistas não desconhecem a sua contribuição na avaliação de documentos, principalmente com a incorporação de outras disciplinas no processo de tratamento.
    As aulas de diplomática e tipologia ministradas pelo Professor André até o presente momento têm levado os alunos a aprender a distinguir diferenças nos documentos apresentados, que são de diferentes formas e conteúdos.
    Através da Diplomática estão surgindo outras formas que eram desconhecidas para muitos de análise de documentos, proporcionando um entendimento mais profundo sobre os diferentes documentos existentes.

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  34. Segundo Luciana Duranti a origem da diplomática esta vinculada com a necessidade de determinar a autenticidade dos documentos e seu objetivo não é analisar, apenas, qualquer documento escrito ou documentos de arquivo, e sim analisar as características de um documento criado e recebido por uma pessoa física o jurídica no curso de suas atividades.
    Os princípios, concepções e métodos da diplomática seriam universalmente validos podendo oferecer assim um sistema de identificação de características presentes no estudo da arquivística, logo,uma qualidade cientifica.
    Já a diplomática especial seria um ramo da diplomática aonde as analises estruturais e teóricas realizadas se individualizam para serem aplicadas em documentos individuais, facilmente exemplificado, como um processo judicial. Logo, para Duranti a Diplomática seria um conjunto de concepções teóricas, e a aplicação crítica desses inseridas em casos individuais seria a Diplomática Especial.
    O texto História e Arquivo: Interfaces, de André Lopez, traz uma discussão sobre a importância dos arquivos para a construção da pesquisa histórica, assim como os tipos de suportes existente para se preservar a informação presente no documento. Lopes, assim como Duranti, relata que os arquivos seriam uma das mais importantes fontes da pesquisa histórica, porém estes nascem e são preservados não pela pesquisa histórica e sim como prova administrativa de determinada atividade. Os arquivos possuem quatro principais aspectos universais: Autenticidade, condições que definem o que o documento independente de sua veracidade; Imparcialidade, o documento possui uma neutralidade em relação a fatos e a realidade do produtor; Naturalidade, os arquivos são acumulados naturalmente; Organicidade, o documento de arquivo já nasce com a referência contextualizada, baseada em séries.

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  35. Segundo Luciana Duranti, existem dois tipos de diplomática: a diplomática geral (a teoria) e a diplomática especial (a crítica). A diplomática geral é um conjunto de conceitos e a aplicação destes conceitos a casos individuais constitui a função da diplomática especial. A teoria e a crítica de influenciam mutuamente. Logo, a diplomática especial é uma vertente da diplomática, onde os princípios teóricos formulados e analisados pela diplomática geral se individualizam para serem aplicados a documentos singulares, concretos, reais, existentes e facilmente exemplificáveis.
    Segundo Lopez, a diplomática nasceu da necessidade de verificação da autenticidade de documentos por suas características externas, e ganhou espaço na arquivística por permitir a identificação das características básicas e essenciais de cada documento. Saber identificar corretamente o que cada documento é tornou-se uma atividade fundamental com a difusão dos documentos contemporâneos. Através da análise diplomática somos capazes de delinear os procedimentos técnicos adequados para a constituição de um documento formal.
    A diplomática analisada através da visão de Lopez não se limita ao campo da arquivística. A diferença entre as duas disciplinas é que a diplomática analisa cada documento individualmente e a arquivologia analisa os documentos em séries, caracterizados dentro de um contexto que os produziu.
    Ainda no âmbito dos conceitos colocados por Lopez, temos a tipologia documental, que tem a função de analisar o documento identificado pela diplomática dentro da organicidade do arquivo, levando em consideração suas características intrínsecas.
    Fazendo uma analogia ao texto de Duranti, podemos notar uma semelhança nos conceitos das atividades descritas como diplomática geral e arquivologia de André Lopez. Ambas as atividades tratam de análises de documentos como um todo, uma colocação de conceitos estáticos em documentos formais, com a diferença que a área da arquivologia aplica estes conceitos a séries orgânicas de documentos. Já a diplomática especial de Duranti pode ser comparada com as atividades da diplomática do texto de Lopez, uma vez que, na diplomática especial temos a análise de documentos individualizada de cada documento, assim como na diplomática. A tipologia documental seria um passo a frente na análise de Duranti, que pode ser compreendida como a ciência arquivística especial na visão da autora.

    Aluna: Natália Elisa Lucchetti
    Matrícula: 13/0127949

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    1. Quase... a relação é a diplomática especial (Duranti) com a tipologia (Lopez)

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  36. Começando pelo texto da Luciana Duranti, lá ela diz que diplomática especial pode ser considerada como parte da diplomática, pois, toda a sua teoria é formada e principalmente analisada pela diplomática e foram desenvolvidos para ser aplicados a documentos singulares, reais, existentes. A diplomática geral é um corpo de conceitos, estes dois conceitos possuem influência mutua e constituem a função da crítica diplomática.
    O papel da diplomática especial é analisar situações específicas e fazer uso da teoria da diplomática geral como guia. Se formos comparar as teorias, a ciência arquivística e a ciência arquivística especial tem a mesma relação se comparada a diplomática e a diplomática especial. A ciência arquivística trata da doutrina enquanto a ciência arquivística especial se ocupada da parte crítica sendo esta dirigida e controlada pela doutrina. A comparação entre as disciplinas (ciência arquivística especial e diplomática especial) estão relacionadas nas series, fundos e na documentação baseando-se como um complexo de documentos na qual este complexo constitui a área da ciência arquivística.
    Já no texto do professor André Porto, ele primeiro inicia dando uma ideia geral de informação, para que assim tenhamos uma noção mais palpável de diplomática e tipologia documental. A disciplina diplomática teve sua origem em 1681, por Jean Mabilion, e sua origem tinha relação direta à identificação e à averiguação da autenticidade de documentos medievais que diziam respeito à comprovação de posses de terra e títulos de nobreza, por meio da análise exaustiva das características externas dos documentos.
    Com o passar do tempo, a disciplina ganhou importância no trabalho arquivístico, por possibilitar compreender através de método específico, as características básicas e essenciais dos documentos.
    Já a tipologia documental, segundo o autor, é responsável por permitir a compreensão do documento identificado pela Diplomática (ou seja, a espécie) dentro da organicidade do arquivo. Sendo assim a tipologia documental é a responsável por estabelecer a ligação do documento diplomático (ficha de controle de empréstimos) com a função do titular arquivístico (investigação política). Tudo isso se dará num conjunto arquivístico que por sua vez é possível pela confecção de um plano de classificação capaz de articular, organicamente, as correspondências entre os diferentes documentos do arquivo de um dado titular com as respectivas funções.

    Geovanna Larissa
    13/0112259

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  37. A diplomática tem sua origem relacionada à investigação da autenticidade de documentos medievais. Segundo Duranti, ela nasceu como resposta à necessidade de distinguir documentos autênticos dos falsos. A diplomática trata do estudo da autenticidade dos documentos verificando se o mesmo foi produzido por quem era competente a produzi-lo, usando a estrutura documental estabelecida para a época e lugar. Para a autora, a diplomática especial é um ramo da diplomática em que os princípios teóricos formulados e analisados se individualizam, se desenvolvem e são aplicados a documentos reais, concretos. Para ela a diplomática geral é um corpo de conceitos. A aplicação desses conceitos aos infinitos casos individuais constituem a função da diplomática especial. A diplomática geral e a especial se influenciam mutuamente. A especial analisa situações específicas. A geral controla a especial e é alimentada por ela. Segundo André Lopez, a diplomática permite compreender as características básicas dos documentos, ela realiza uma análise individual dos mesmos. Já a tipologia documental, além de verificar a análise diplomática permite verificar a função documento.

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  38. De acordo com os estudos de Duranti (1996 ) a diplomática se distingui em geral e especial. Entende-se que a diplomática geral seria o campo do conhecimento, um corpo de conceitos que constitui a teoria. E a diplomática especial, a crítica, advinda da análise de documentos contemporâneos seria o segmento da diplomática geral que aplica a teoria em documentos singulares, concretos e reais, facilmente exemplificados. Sendo assim a Diplomática geral possibilita várias diplomáticas especiais para de acordo com a especificidade dos documentos.Tanto Lopez (2012) quanto Duranti ( 1996) convergem que a diplomática é uma disciplina que não nasceu com a arquivologia, ao contrário, compõe um campo bem mais amplo. Contudo ao longo do tempo contribuiu de forma importante para o estudo das séries documentais possibilitando observações sobre a natureza dos documentos individualizados. Segundo Lopez 2012) " de um lado, a Diplomática tende a individualizar cada documento, enquanto a Arquivologia busca a inserção de cada documento em conjuntos mais amplos, caracterizados pelas atividades que os produziram (as séries). Tais especificidades, que distinguem essas disciplinas, ao mesmo tempo, as tornam complementares."

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  39. Diplomática é interpretada e conceituada por Duranti, como um disciplina, campo de estudos, a qual "traça o caminho", facilita o entendimento do que deve ser feito, mas não é o ato em si. Ou seja, Diplomática neste sentido mais amplo é teoria. Diplomática Especial é interpretada e conceituada por Duranti, como a aplicação de tais conceitos e teorias a documentação específica, então seria o ato em si, ou melhor, "a mão na massa". Esta divisão/análise se assemelha ao defendido por Lopez, que diferencia a Arquivologia de Diplomática, mais ou menos, a partir dos mesmos parâmetros. Diplomática para ele seria, então, a prática de uma das possíveis técnicas e análises que existem dentro do conceito/teoria/disciplina mais ampla, que é a Arquivologia.

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  40. No início do texto, o autor Lopez.; faz a diferenciação entre documento (informação+suporte) e o documento de arquivo, fruto de vontade e ato administrativo, com essa diferenciação feita, discorre sobre a acumulação de documentos em arquivos públicos: seriam realmente depositários de TODA a história? História essa, também criada pelos trabalhadores que realizavam , de fato, os atos administrativos, e dá como exemplo as construções de monumentos, onde são lembrados Reis e Atores de importantes marcos mas quem os construiu foram trabalhadores que permanecem à sombra dos registros. Como bem me lembro na Disciplina de Introdução à Arquivologia ministrada pela Professora Darcilene Rezende, que sempre relembrava que a versão documentada da história era a do Rei, a do vencedor.
    No caso de documentação a cerca dos movimentos sociais , o autor discorre que, muitas vezes os principais atores políticos eram pessoas que estavam em situação de clandestinidade política à época mas que, sua atuação era refletida nos Atos dos Governantes, exemplificando assim, situações onde não se documentam os meios, mas o fim. Vejo no texto, a necessidade retratada pelo Autor, de que se diferencie o trato de arquivos de movimentos sociais, por se distinguirem de outros tipos de arquivos formais onde poderiam ter informações valiosas perdidas por serem tratados com o desdém de uma regra aplicada a todos. Nisso, o texto esmiúça a prática tipológica, que ajudaria a classificar corretamente os documentos, algo imprescindível a este tipo de arquivo, pois, sem uma diferenciação, a compreensão dos documentos seria impossível.
    No texto de Luciana Duranti, ela explora a Diplomática Especial, que seria um ramo que especificaria a Diplomática. Em seu texto, ela discorre que a diplomática carregaria o conceito e que a Diplomática Especial seria o uso desses conceitos, seria a aplicação conceitual em situações específicas. Também é exemplificada a diferença entre arquivologia especial e diplomática especial, onde a primeira trabalharia com séries, fundos e o documento como um todo e a diplomática especial trabalharia com a singularidade do documento, como ela exemplifica em outra parte do texto, em que a autora extende a proposta de análise diplomática a documentos únicos, que expressam sentimentos e pensamentos do indivíduo produtor e que, se fosse feita uma análise crua, superficial desses documentos, não se poderia analisar o real contexto em que se situal, neste caso ela relata os exemplos de um fotógrafo e suas fotografias, e o caso de recados deixados aleatoriamente por uma mãe.

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  41. Em seu texto, Luciana Duranti expõe dois tipos de diplomática, a geral e a especial, no entanto, isso não significa que elas estão separadas, já que a diplomática especial está ligada diretamente e faz parte da diplomática geral. Duranti expõe que a diplomática geral possui como finalidade entender as ferramentas necessárias dos conceitos diplomáticos e que a diplomática especial é a parte crítica da diplomática, pois a partir de uma análise documental ela seleciona os conceitos adquiridos pela diplomática geral e os aplica, estabelecendo valores ao documento, sua originalidade e funcionalidade. Já Lopez, discursa sobre a diferença entre diplomática e tipologia documental, ele entende a diplomática como a individualização do documento em sua forma de caracterizá-lo, já a tipologia documental é incumbida de entender os documentos conceituados pela diplomática estabelecendo sua função no contexto arquivístico.
    Os conceitos, tanto os de Lopez quanto os de Duranti estão interligados, visto que a diplomática geral e a diplomática possuem o papel de interpretar e contextualizar o documento e a diplomática especial e a tipologia possuem o papel de analisar e aplicar o conceito feito pela diplomática, gerando um conjunto arquivístico meramente qualificado e apto para receber todo tratamento.

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  42. Luciana Duranti exprime em seu texto a origem e desenvolvimento da diplomática, o nascimento da disciplina é fruto da necessidade de provar ou não a veracidade de documentos por meio de uma análise crítica. Posteriormente a diplomática passou a observar não somente as características que ratificam o documento como autêntico e verídico, mas também seus aspectos administrativos, abrangendo sua criação e uso. O desenvolvimento da disciplina com essa nova perspectiva é denominada de Diplomática especial, que visa analisar individualmente os documentos e em situações específicas. Ambas se influenciam, pois a análise por meio das duas visões concluem uma boa avaliação diplomática. A autora afirma que o método diplomático é universalmente válido, pois oferece qualidade científica por meio da sistemática e objetividade ao estudo arquivístico das formas documentais.
    Segundo Lopez a Arquivologia procura abranger de forma mais ampla os conjuntos documentais, já a diplomática em sua análise visa individualizar cada documento. Os textos relacionam-se por mostrar a importância da análise diplomática para documentos arquivisticos, o método diplomático permite uma avaliação ‘’padrão’’ para os documentos. Ambos os textos, relatam que o documento escrito contém informação descrita e transmitida por meio de regras.

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  44. Nas considerações de Duranti (1996) a diplomática geral (teoria) consiste em um conjunto de conceitos, princípios e métodos, elementos da ciência diplomática original, universalmente válidos. Daí, esses pressupostos poderem proporcionar, de modo sistemático e objetivo o estudo arquivístico quanto às formas de documentos, em caso concreto e individuais, produzidos na época contemporânea, em uma sociedade muito mais diversificada. Devido à natureza peculiar de cada documento, a diplomática geral se divide em tantas outras, surgindo assim a diplomática especial ou crítica. Segundo Lopez (2012), a individualização dos documentos fica a nível de estrutura formal, mas um documento não pode ser entendido isoladamente, sem considerar a sua análise tipológica, que é o que o define as características arquivísticas de um documento, válidas dentro de um contexto de produção.
    Sebastião Amaro

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  45. Para Duranti (1996) a diplomática pode ser caracterizada em geral e especial. A geral é o próprio campo do conhecimento ( conceitos, teoria...) Já a diplomática especial é a aplicação dos conceitos e teorias a documentação específica. A aplicação das teorias nas atividades em documentos em seu próprio suporte. A Diplomática geral é “mãe” das diversas diplomáticas existentes tratando individualmente com a especificidade dos documentos. Duranti ( 1996) e Lopez (2012) concordam que a diplomática é um campo de estudo amplo que não “pertence” somente a arquivologia. Ela é uma área que embasa o estudo aprofundado das séries documentais e da análise detalhada dos documentos individualizados. Para Lopez (2012) a diplomática segue na individualização dos documentos, já a Arquivologia “agrupa” os documentos em conjuntos mais amplos. É a prática aplicando teorias, técnicas, conceitos e se “reinventando” de acordo com a necessidade que apresenta cada situação vivida em cada instituição.

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  46. De acordo com Duranti (1996), a diplomática especial é um ramo, uma disciplina, da diplomática geral. Elas se influenciam mutuamente, sendo que a especial analisa situações específicas aplicadas aos documentos, ou seja, a diplomática apresenta conceitos que direcionam as atividades da diplomática especial. Portanto, a diplomática especial promove a aplicação conceitual em situações específicas. Pode-se fazer um paralelo entre Duranti e Lopez (2012), quanto a analise da diplomática como disciplina que abrange um conjunto de conceitos.

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  47. Segundo Duranti, Diplomática é a ciência que estuda a veracidade dos documentos.
    Existem dois tipos de Diplomática: a Geral e a Especial
    A Diplomática geral é uma corpo de conceitos, ou seja, ela é mais ampla. Já a Diplomática Especial é mais específica, ou seja, faz uma análise mais profunda dos documentos.
    Ambas se completam mutuamente.

    Aluno: Daniel Oliveira

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  48. Atividade encerrada para efeito de controle do porfessor

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