22 novembro 2012

Pra quê contexto?

imagem copiada do blog liaschaf

Bom-dia, galera!! Essa será a primeira atividade individual de vocês!

Com base no texto: "CONTEXTUALIZACIÓN ARCHIVÍSTICA DE DOCUMENTOS FOTOGRÁFICOS", do professor André, vocês deverão dissertar sobre a importância de se analisar o contexto para a avaliação do teor de fotos, imagens, fotografias - entendidas como documentos de arquivo - que é nosso objeto principal.

Baseando-se no texto, disponibilizado por e-mail, vocês deverão citar exemplos, situações e importâncias do contexto para a análise.

A atividade é individual, as respostas deverão ser disponibilizadas nos comentários deste post, com a devida identificação do aluno (nome e sobrenome).

A participação é optativa, ou seja, vocês tem a faculdade de fazer ou não. Mas os que fazem, ganham pontinhos extras =)  Trata-se de  uma atividade relâmpago,

As respostas, para serem consideradas na nota, deverão ser enviadas até o dia 23/11, às 18:59, também conhecido como amanhã antes da aula!

Cuidado para não copiarem as respostas dos outros colegas, ok?

Boa-sorte!


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Héllen

30 comentários:

  1. As espécies documentais apresentam diferenças com respeito ao caráter e à função imediata dos documentos. A diferença sobre o lugar de cada espécie na classificação documentação relaciona-se com as tarefas desempenhadas pela própria instituição.
    Os documentos iconográficos de arquivo (citados no texto como documentos imagéticos), geralmente, produzem uma organização individualizada de unidades documentais ou a formação de coleções dissociadas de seu organismo produtor, fazendo com que haja uma redução das possibilidades de uma compreensão global do significado. Sendo assim, constitui-se um desvio das finalidades propostas pela instituição, pois em princípio devem tratar de referenciar conjuntos documentais para proporcionar a informação sobre as tarefas abordadas pelos produtores dos documentos, sejam elas pessoas físicas ou jurídicas, como ocorrem com outras tipologias, espécies documentais.
    Um documento de arquivo comprova atividades da instituição, e o principal é a exibição da informação. Base de dados ou banco de imagens, como mencionado no texto, não devem ser confundidos com arquivos, embora possam constituir um repositório de informações. À exemplo do texto, sobre o Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo, os negativos de vidro foram tratado individualmente, separando-se do seu contexto arquivístico, diminuindo o sentido do registro institucional das transformações da cidade e deturpando o sentido arquivístico da organização. Concentrar-se apenas no uso de imagens separadas do seu contexto de produção, fez com que a equipe registrasse como excepcional qualquer tipo de recolecção de documentos que um perfil mais administrativo.
    O contexto dos documentos, sejam eles iconográficos ou não, deve ser observado, especialmente através do princípio da proveniência. Além disso, a separação física impede a reconstituição da organicidade. Muitos arquivos fotográficos apresentam uma propensão para a valorização das possibilidades de uso da sua informação, deixando em segundo plano o contexto de produção. Compreender um documento fotográfico de um arquivo de sua produção institucional significa contextualizá-lo vinculando-o à sua série documental e a outros documentos de origem diversa, gerados pela mesma instituição. Para entender qualquer informação de um documento arquivístico, seja ele de qualquer espécie, é importante que não seja desvinculado de seu contexto, pois a informação pode se perder e ao se tentar reconstituí-lo, passará a ser outra informação, e não aquela pelo qual foi produzido.


    TUILA BARROS RODRIGUES

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  2. A avaliação do documento arquivístico deve considerar seu contexto de produção, uma vez que documentos observados de maneira aleatória e isolados prejudicam, e até mesmo omitem importantes informações inerentes à sua produção.Os documentos imagéticos sobre o Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo, citados no texto, foram tratados isoladamente, comprometendo a amplitude de sua descrição. O que houve foi uma descrição focada em suas possíveis utilizações, e não nos motivos pelos quais foram gerados.

    Ainda de acordo com o texto, é possível inferir que o documento recontextualizado para atender à finalidade diferentes da qual foi produzido pode ser considerado um outro documento, fato atualmente recorrente com os avanços dos meios tecnológicos com a constante reutilização de informações.

    Ao organizar e descrever de maneira individual os documentos, perde-se suas inter-relações com outros documentos de variados suportes, que poderiam de certa forma, melhor situá-los de descrevê-los com mais propriedade. A exemplo, podemos citar o episódio em que foram encontradas fotografias em um centro de custo da UnB, referentes a um projeto comunitário, que não estavam descritas, nem ao menos datadas, porém encontravam – se junto ao plano e relatório do projeto, além de inúmeras informações estatísticas sobre as escolas visitadas e fôlderes, com a análise deste contexto foi possível, localizar os produtores, classificá-los e descrevê-los de modo abrangente e não apenas a descrição da imagem isolada. Outro exemplo pode ser a observação da condição de um termo aditivo de estágio estar, não apenas fisicamente, organizado separadamente do termo de compromisso de estágio. Ainda que sua proveniência seja respeitada, a relação destes documentos é de bastante proximidade e é recomendável que sejam avaliados de maneira complementar.

    ÉRIKA SOARES DE ARAÚJO

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  3. É importante analisar o contexto para a avaliação do teor de fotos, imagens, fotografias, baseado na interpretação e explicação do documento. Os documentos de arquivo entendidos no texto como documentos imagéticos possuem no contexto de sua produção, uma problematização na sua organização e descrição. A dificuldade de representar um contexto histórico abordado para uma fotografia muitas vezes torna-se difícil definir o documento como objeto, como e por quem foi produzida, qual a função arquivística do documento bem como sua relação orgânica.
    Percebe-se que existem limitações em desvendar um documento imagético de origem institucional ou apenas de uma coleção privada. Em um documento institucional, podem existir relações diversas.
    Exemplo disso é o Dossiê do Decanato de Extensão, um Programa chamado “Universidade Solidária - UniSol”, na qual a Universidade de Brasília – UnB, faz parceria. Os alunos engajados no desenvolvimento social e através de intercâmbio contribuem voluntariamente com seus conhecimentos para promover a inclusão de alfabetizandos em diversos lugares do Brasil, focalizando o Nordeste e o Goiás. No final da classificação, foram encontrados álbuns aleatórios, fotos misturadas, sem descrição e a maioria sem data. Ou seja, a contribuição dos documentos textuais, projetos, cartazes, fôlders, fichas de inscrição realizadas no período do projeto, contribuíram para uma melhor descrição das fotos, propiciando distinguir eventos, palestras, até mesmo as fotos com datas não identificadas foram descobertos através da relação textual de um projeto.
    Em suma, o contexto para a análise do documento implica o cuidado minucioso para evitar a perda da informação e integridade.

    Jéssica Sampaio de Araújo

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  4. Raissa Mota - 10\0120920:A importância de se analisar o contexto para a avaliação do teor de fotos, imagens e documentos de arquivo: é retirar informações do próprio documento para que este seja classificado de modo que seja possível recuperar a informação.
    Quando por exemplo, em um arquivo central, é encontrada uma caixa cheias de fotografias, sem nenhuma identificação. Não é possível saber quem é o produtor, para qual finalidade, o que exatamente queriam registar, pois uma foto possui várias possibilidades de interpretação. Por isso, que não se podem separar documentos do seu conjunto, porque este perder seu valor fora do contexto.
    Antes de se fazer as avaliações de documentos são necessários outros procedimentos que vão auxiliar: como estabelecimento de critérios, padronização- no caso das fotografias- criação de um política, identificação e organização. Depois da avaliação é possível: catalogar, conservar e preservar.

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  5. Matheus Apolinario23 de nov de 2012 13:25:00

    10\0115772: A avaliação de documentos se resume em analisar o contexto e o conteúdo dos documentos, permitindo identificar aqueles destituídos de valor informativo para a instituição que o gerou, e preservar aqueles de valor probatório. Mas isso se refere a DOCUMENTOS DE ARQUIVO, como vimos em sala de aula documento pode ser considerado como todo suporte que registra informação; uma bula de remédio, um jornal, uma revista, até mesmo uma caneta (um exemplo visto em sala de aula) pode ser considerada um documento dependendo de seu contexto, se essa caneta foi encontrada numa escavação dentro de uma tumba, ela será considerada documento pelo seu valor informativo nessa situação. Mas o DOCUMENTO DE ARQUIVO é diferenciado, por possuir características próprias como: tem caráter comprobatório, ser orgânico, recebido e produzido por uma instituição publica ou privada no exercício de suas atividades. Bolleto (2005) cita que: “...É a razão de sua origem e de seu emprego que determina sua condição de documento de arquivo.” Portanto é importante e essencial analisar o contexto da situação para a avaliação de documento imagens, fotos e fotografias.

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  6. Analisar o contexto. Pode parecer óbvio talvez, mas muita gente ainda não se deu conta da importância desta ação. De um modo geral, muitas áreas focam bastante nesta atitude, como por exemplo, a conservação de documentos, que procura levar em conta o ambiente em suas iniciativas, e a administração, que para criar estratégias fala muito em estudar o ambiente. Na Arquivologia ela também apresenta um papel crucial.
    Muitas instituições têm feito confusão entre coleções fotográficas e documento fotográfico de arquivo. Trabalhar em arquivos com documentos imagéticos é uma tarefa complexa, visto a aplicação dos princípios de respeito aos fundos e ordem original. Devemos ter em mente que colocá-los em prática quer dizer não misturar documentos de fundos diferentes, ou seja, de titulares distintos, e também representar o contexto, não se limitando à organização física, buscando recompor as atividades geradoras, o que nos remete também à reconstrução de relações orgânicas, que proporcionam um melhor entendimento do funcionamento da instituição.
    É relevante também distinguir documento de documento de arquivo. O documento passa informação, enquanto que, de maneira sucinta, o documento de arquivo prova desempenhos no decorrer de um período. Logo podemos pensar que qualquer coisa pode ser um documento, mas que para ser um documento de arquivo necessita de um contexto, depende do que está à sua volta, o que exige uma avaliação ainda mais detalhada.
    A interligação de entidades transmite mais informações do que uma parte isolada e permite compreender o todo por inteiro e seu sentido de existir. Tratar de maneira individualizada os documentos imagéticos é criar coleções. Acumulá-los é fazer um banco de imagens, tal como possibilitam muitas ferramentas online. A coleção é fruto da guarda segundo critérios artificiais e não naturais, como é o caso do arquivo.
    Na Seção de Arquivo de Negativos subordinada ao Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultural de Cidade de São Paulo, separou-se um lote de negativos de vidro do resto do acervo, desprendendo-o de seu caráter administrativo, enfatizando seus valores históricos e a disponibilização para o uso segundo diversos interesses. Perdeu-se desta forma o vínculo das fotografias com o motivo de produção das mesmas, não sendo possível recuperar diversas informações que somente o conhecimento do contexto que as originou permitiria saber. Também encontrou-se dificuldade em encontrar a associação entre as imagens e seu contexto de produção porque o Arquivo de Negativos manteve-as de forma conjunta, sem discernir produtores (pessoas físicas ou jurídicas), considerando somente que apresentavam características visuais semelhantes.
    O triste é que outros arquivos também se atentam mais com o atendimento ao usuário do que com a organicidade, o que infelizmente contribui, de um jeito ou de outro, para que a sociedade continue não enxergando o aspecto de gestor do arquivo, visualizando apenas seu lado historiador. O adequado seria que o arquivo se preocupasse com ambos, uma vez que esta é sua finalidade e acaba por auxiliar na divulgação do material e no seu consequente entendimento, passando aos investigadores e cidadãos comuns uma noção mais completa daquele universo documental.
    Assim sendo, os documentos fotográficos dentro de um contexto institucional, ou seja, integrados em um arquivo, devem ser analisados tipologicamente, o que requer estudos não apenas da espécie documental, que aborda a disposição e a natureza das informações, como faria a diplomática, mas também da razão de procedência.
    Um registro fora de contexto pode significar qualquer coisa, fica a cargo da hermenêutica, da subjetividade, da interpretação de cada pessoa. A fotografia de 3x4 de um indivíduo pode servir para múltiplas utilidades, desde a sua identificação na carteira de identidade até a confecção de um cartaz de desaparecimento, por exemplo. As imagens podem falar por si só em alguns casos, mas em outros precisam se encaixar em uma configuração para transmitir o que se deseja.
    PRISCILA MEDEIROS

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    1. O texto lido, Contextualización Archivística de Dcumentos Fotográficos, ressalta, basicamente, o giro errôneo que ocorre na valorização ou classificação dos documentos fotográficos quando integram um arquivo imagético.
      Tal giro se dá, de acordo com o texto, por algumas razões já velhas conhecidas da realidade arquivística brasileira, qual sejam a constante falta de informação arquivística, a falta de recursos financeiros e humanos para a realização de um trabalho no mínimo razoável e a má gestão dos documentos de arquivo no Brasil.
      Um exemplo dessa má gestão pode-se perceber quando, por dificuldade de se conhecer o total do conjunto documental de que se dispõe, passa-se assim a organizar os arquivos peça a peça, no caso estudado, foto a foto, inserindo-as numa situação que se as dispõem fora de suas finalidades arquivísticas.
      Organizadas como conjunto documental, observando sua totalidade, as informações sobre as tarefas ou incumbências administrativas seriam recuperadas e mantidas, sem perderem seu valor documental, o que não ocorre com a individualização e particularização do acervo.
      De acordo com esta prática equivocada, as fotografias passam a ser arquivadas a partir de seu valor secundário, ou seja histórico, e não se observam suas finalidades administrativas, o que deveria de fato ser observado, quando este é seu valor primário e arquivístico por excelência.
      O não respeito ao conjunto arquivístico leva a separação física e lógica dos documentos, o que dificulta a sua reconstituição orgânica, levando à tão somente descrição da imagem para recuperar a informação com dados confusos e incompletos, praticamente configurando uma ficha catalográfica e não propriamente arquivística.
      Tal classificação deveria passar pelo crivo diplomático e tipológico, observando o conjunto como um todo, já que a espécie documental diplomática levará a natureza da informação.
      Uma vez observados o valor secundário e histórico, perde-se, por exemplo, o seu teor fundamental, já que os arquivos imagéticos, assim como os documentos de arquivo, costumam e precisam refletir a organização ou as funções administrativas que desempenham, desta forma, ao se compor um arquivo com documentos imagéticos considerando seus valores primários e administrativos, além de se atentarem a organicidade, sempre respeitando a proveniência e o conjunto, ocorreria também a, sendo documento arquivo, preservação da informação que traz, contribuindo para sua recuperação quando necessário for.

      Fernando Medeiros, 10/0101283

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  8. Para uma correta e eficiente avaliação de documentos arquivísticos imagéticos, textuais ou fotográficos há que se considerar a dimensão global de sua contextualização, pois é ela que nos faz entender o desdobramento do trabalho institucional. A contextualização é a referência que dá validade aos documentos de arquivo.
    Manter o contexto significa relacionar os documentos entre si para garantir a confiabilidade da pesquisa e o seu valor orgânico e administrativo para o quais foram criados.
    Um bom exemplo a ser dado está no texto Contextualización Archivística de Documentos Fotográficos do professor André Porto pág. 12: A fotografia de um automóvel, automaticamente produzida por uma câmera de fiscalização de trânsito, poderá assumir qualquer tipo de configuração se seus dados contextuais da multa por infração fossem eliminados.
    Sem o contexto documental o arquivo perde a capacidade de exercer em sua plenitude o seu trabalho comprobatório e coloca em risco a sua finalidade . Sem a contextualização os documentos se tornam apenas “Bancos de Dados” ou “Bancos de Imagens”, os quais não devem jamais serem confundidos com documentos arquivísticos.
    Maria Helena de Souza Viana-100130640

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  9. No atual contexto social e econômico, há um contínuo crescimento do volume e da difusão de imagens, provocando uma problemática a ser desenvolvida pela arquivística. A análise do contexto para a avaliação do teor de documentos imagéticos como: de fotos, imagens, fotografias, é de relevante importância para recuperação e o acesso eficiente a esses documentos, principalmente quando esse documento trata-se de um documento de arquivo que deve ser preservado e acessado para o cumprimento de sua função.
    Com base no texto a "Contextualización Archivística de Documentos Fotográficos" pode-se dizer que a organização arquivística dos documentos imagéticos tem suas especificidades e um requer cuidado para não deixar de respeitar os princípios arquivísticas da proveniência e de respeito a ordem original. Ainda há varias discussões na área sobre o assunto, o tratamento a se adotar nas instituições, a questão das imagens digitais, entre outros.
    Ainda de acordo com o texto, esse tipo de documento é tratado geralmente como coleções dissociadas do órgão produtor, dificultando as possibilidades de compreensão de seu significado global. Um exemplo concreto citado, em que não foram respeitados os princípios da Arquivologia e os documentos foram tratados como coleção, foi o caso da equipe responsável pelo acervo da Seção de Arquivos de Negativos, subordinada ao departamento de patrimônio histórico da Secretária Municipal de cultura de São Paulo durante os anos de 1980-90.
    Concentrar-se em usar as imagens fora do seu contesto de produção fez com que muitas imagens fossem cadastradas de forma errada, desviando de sua função, dificultando a recuperação e causando um gasto de esforços posteriores para tentar solucionar o problema tentando restabelecer as relações orgânicas existentes. Uma imagem pode representar sensações e impressões diferentes para quem observa isoladamente, por isso é preciso entender o contexto em que ela está inserida. Uma fotografia de um carro batido, por exemplo, pode representar um registro de patrimônio, ou de um dano causado por um acidente de transito ou climático, é preciso entender o contexto para poder “avaliá-la”. Como o próprio Lopez (2011, p.12) aborda que “fuera del contexto administrativo se hace impossible definir la función archivística del documento, sobrando apenas recurrir a lós contenidos informacionales de la imagen”.
    O fato é que nem sempre é possível recompor o contexto de produção de um documento imagético. Entretanto, a comunidade arquivística, assim como outros interessados, deve cuidar para garantir políticas coerentes que colaborem com o devido arquivamento desse tipo de documento especial. Isso, a fim de que os danos sejam minimizados, não se perda a ordem física e lógica e consequentemente esses documentos saiam de seu contexto, causando danos muitas vezes irreversíveis à instituição e a até mesmo a sociedade. Esses documentos, quando de arquivo, precisam ser tratados como devidos documentos de arquivo e não simplesmente belas coleções de imagens, como conclui o artigo.

    Maiara Coutinho – 10/0113257

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  10. A organização arquivistica dos documentos imagéticos nos traz grandes problemas, principalmente quando falamos do principio fundamental da arquivologia, o da proveniência. Os documentos imagéticos de arquivos são frequentemente organizados de maneira individualizada de unidades documentais, às vezes também, em forma de coleções, dissociadas do seu produtor/titular reduzindo assim as possibilidades de seus significados globais. No caso dos arquivos, essa prática é um desvio das finalidades propostas pelo mesmo, pois, eles devem referenciar conjuntos documentais dando informações sobre as tarefas abordadas pelos produtores dos documentos, sejam elas pessoas físicas ou jurídicas.
    No caso concreto apresentado no texto, a equipe responsável pelo acervo da Seção Arquivos de Negativos, subordinada ao Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo não considerou esses princípios citados acima, adotou o acervo como coleção, foram tratados de modo individualizado, separando-os de seu contexto arquivístico, visto que a separação desse tipo de suporte só deve feita quando tratamos de atividades de conservação e preservação, com isso, as informações relativas as transformações da cidade diminuiu, o contexto histórico foi perdido, restou a interpretação de cada pessoa, de acordo com o que ela vê na imagem.
    Vemos, portanto, que os documentos fotográficos devem ser sempre analisados de acordo com a contextualização institucional, ou seja, integrados em um arquivo, a comunidade arquivística e outros interessados devem estar preparados para tratar de documentos especiais, como a fotografia, para que não sem perca a ordem física e lógica, causando danos para a instituição e para a sociedade.

    Jéssica Oliveira Gomes - 10/0106897

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  11. O tratamento de fotografias como documento arquivístico não é tão simples como se pode aparentar. A união de suas características naturais e intrínsecas, com a forma com que os profissionais das mais diversas áreas as compreendem e as empregam e com os conceitos da Arquivística, fazem com que novas discussões surjam e se repense no tratamento que se deu e no que se dá às imagens produzidas no contexto administrativo das instituições no cumprimento de suas atividades.

    A grande problemática em torno do tratamento de fotografias, quanto a documentos de arquivo, surge quando se pensa em trabalhá-las de forma alijada dos demais documentos produzidos e/ou recebidos pelos organismos, de forma a separá-las de seu contexto de criação e de sua proveniência, fatos estes que ferem princípios arquivísticos como o respeito aos fundos e a organicidade. Dessa maneira, as imagens acabam se tornando belas ou feias, objetos meramente comparativos sem muito mais a acrescentar, servíveis para reproduções em novos contextos etc.

    A visão que se deve ter dos documentos fotográficos é de que representam, assim como outras espécies documentais, uma prova natural das atividades das organizações ou de um indivíduo e, portanto, não terão sentido completo e lhes serão tirados grande significado e da informação que lá existem, caso venham a desmembrá-las de suas origens e de seus contextos. Ainda assim, já se tendo esse entendimento de fotografias como documentos arquivísticos, não se deve avaliá-las em função apenas das imagens que reproduzem, pois assim se recorrerá ao mesmo erro inicial: tratá-las em separado dos outros documentos, como se não houvesse ligação com os produtores e sequer demonstrar uma fagulha da dimensão do todo.

    Como exemplo, hipoteticamente, pode-se pensar numa instituição vinculada à defesa civil que produziu ou solicitou imagens de determinadas encostas em determinada época onde houve deslizamentos de terra e, a partir dessas imagens, elaborou laudos técnicos por especialistas visando à segurança de uma população. Caso se tire essas imagens desse contexto: da instituição da defesa civil produzindo ou solicitando-a no exercício natural de suas atividades, com toda documentação que dela é parte essencial; a foto do deslizamento de terra na encosta, separada de todo seu resto, é apenas uma foto de uma possível tragédia, ou seja, além de invalidar o real sentido da foto, invalida também toda a documentação produzida, tornando-se algo pobre em relação ao seu sentido original e para a própria instituição, servirá, provavelmente, apenas para a produção de novos documentos por meio de reprodução.

    Conclui-se, então, que caso não haja um estudo contextual da criação das fotografias, desconhecendo sua proveniência, avaliando e classificando à maneira individual de cada um, sem se efetuar as devidas referências, separando-as fisicamente e logicamente, elas podem vir a ter o seu valor informacional anulado e o real intuito de sua geração desconhecido. Tudo isso pode impedir a reconstituição da organicidade e da inteligibilidade.

    JOÃO PAULO RIBEIRO BERRÊDO - 110032322

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  12. Na avaliação de fotos, imagens fotografias e documentos de arquivo devemos considerar primeiramente sua organicidade. A partir de seu contexto de produção, podemos compreender e contextualizar um documento fotográfico de arquivo relacionando-o a outros documentos gerados pela mesma instituição. Fora do contexto administrativo é impossível definir a função de documento de arquivo, pois este ficará a mercê do julgamento do responsável por conserva-lo ou elimina-lo. A distinção entre coleção fotográfica e documento fotográfico (imagético) deve ser ressaltada, pois o primeiro não está associado ao órgão produtor, usa-se de critérios artificiais, diferente do imagético, onde aplicamos princípios como de respeito aos fundos e ordem original. Por exemplo, ao nos depararmos com uma foto onde mostra pessoas trabalhando em uma construção, a princípio é uma foto comum de se ver, sem nenhuma identificação, data ou assinatura. Porém se esta mesma foto é enviada por uma instituição responsável pela história da construção de Brasília, junto a outras onde estão os responsáveis pela arquitetura da capital, saberemos que este é um registro a respeito da história de Brasília.

    Diana - 100098479

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  13. Uma das peculiaridades de um arquivo é o acervo que fica sob a sua custódia, dessa forma, esse conjunto de documentos é comumente chamado de documento de arquivo, que são aqueles documentos cujo teor demonstre a atuação de uma instituição. Entretanto, esse conjunto é formado por documentos de vários tipos de suporte, isto é, o arquivo é constituído por documentos textuais, audiovisuais, micrográficos, iconográficos, dentre outros, e neste último inclui-se as fotografias.
    Para a organização de um acervo empregam-se métodos que possam refletir, por meio dos documentos, as atividades exercidas pela instituição, no entanto, essa organização é limitada apenas para os documentos textuais, uma vez que se tem a ideia que esse tipo de documento é o único pertencente à um arquivo. Dessa forma, os documentos de outros suportes, e dentre eles a fotografia, não são considerados na organização dos arquivos e acaba por realizar o tratamento deste tipo de material de modo separado daqueles documentos em suporte papel, descontextualizando-os.
    Na organização de um acervo é necessária a atenção para o contexto no qual o documento está inserido, pois é a partir dele que se criará a vinculação daquele documento para com a instituição. No caso de fotografias ela é importante, pois ao se existir um conjunto de imagens cujo contexto não está identificado não se estará estabelecendo a função daquela fotografia e para qual finalidade ela serviu, dessa forma, a imagem perde seu valor administrativo e passa a integrar apenas uma coleção de imagens sobre determinado lugar. Pode-se exemplificar da seguinte maneira hipotética: Uma companhia energética que está registrando uma ocorrência sobre um atendimento em determinada região, além da produção do material textual, ela ainda registra em imagens aquela região, os dois gêneros estabelecem entre si uma relação de inter-relacionamento, no entanto, ao organizar aquele acervo é separado o material imagético do documento textual ocasionando, assim, a dispersão de um conjunto documental.
    No caso acima se percebe que a não consideração dos documentos imagéticos para a analise e organização de conjuntos documentais acarreta na dispersão de documentos e criando coleções de imagens que poderão integrar banco de dados, mas não são considerados arquivos, referentes a determinados lugares e dificultando posteriormente a criação de instrumentos que possam recuperar caso seja necessário, no entanto, essas imagens podem vir a adquirir valores históricos ou refletir a memória de um lugar, no caso do exemplo, ela poderá demonstrar a evolução da tecnologia utilizada e o desenvolvimento de determinada região.
    Portanto é preciso aliar a análise do conjunto documental na íntegra, e não separando os gêneros, e a organização de um acervo deve ser embasada segundo meios que reflitam as atividades do órgão. E para a organização de documentos fotográficos é necessário, além de criar uma série de tipologias – pois a tipologia demonstra a disposição documento e a função para o qual foi criado - mas também considerar o seu produtor para, dessa forma, facilitar a identificação dos fundos existentes no arquivo.
    Patrick Ramos - 100118305

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  14. O acervo fotográfico é de grande valia para o usuário que busca além de informação , uma exemplificação (por assim dizer) de todo uma realidade do arquivoe das informações nele contida. Tomando essa ideia , o contexto para a imagem é muito importante , visto que em muito dos casos é a imagem que vai guiar o usuário em sua busca e analise da informação que ele queira. Uma imagem fora do contexto analisado pode ludibriar ou levar o usuário a outros caminhos que diferem da sua busca inicial. Guardar várias fotos sem contexto e nexo , não é de fato ter um arquivo fotográfico. Exemplo : se eu tenho posse de várias fotos sobre a criação do museu nacional eu as trato como coleção e caso a entidade recolha várias fotos suas espalhados por jornais e/ou coleções de outrem , não forma de fato um arquivo seu.

    Lucas Leal de Souza 10/0130429

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  15. No processo de avaliação dos documentos de arquivos, sejam eles iconográficos (ou imagéticos como referido no texto) quanto os de demais tipologias, entender o contexto de sua produção é de grande importância. Esta é inclusive conferida no princípio fundamental da Arquivologia, o Princípio da Proveniência, que destaca a relevância de se respeitar os fundos não misturando os documentos de origens diversas, preservando assim seu contexto e a organicidade de produção.
    Porém os documentos imagéticos, quando documentos de arquivo, possuem características distintas e devido a isto o modo de tratamento deste tipo de documento deve ser diferenciado, necessitam de uma organização individualizada. Com uma finalidade primeira de trazer informações sobre as atividades de seus produtores, pode-se entender mais de uma finalidade para um único documento imagético, uma única fotografia. Uma vez que se recontextualiza o documento, este pode se desdobrar em dois documentos distintos, com finalidades distintas. Aqui notamos o importante papel de se entender o contexto neste tipo documental, por vezes ser mais difícil identificá-lo em essência se faz necessário já que é isto que vai validar o documento.
    Vale destacar que no texto se diferencia conceitos que por sua vez não devem ser confundidos. Base de dados ou banco de imagens não são documentos de arquivo, mesmo podendo constituir um repositório de informações.
    Portanto, podemos concluir junto ao texto, que estes documentos imagéticos não devem ser tratados como conjuntos ou coleções de algumas imagens, pois perderiam seu valor arquivístico. Estes devem receber seu devido tratamento afim de conservar as informações neles contidas.

    Jessica de Queiroz Alves - 10/0106692

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  16. Inicialmente ao encontrar uma imagem, foto, fotografias ou qualquer documento de arquivo, independente do suporte, deve-se priorizar o entendimento referente ao seu contexto de produção, ou seja, o porquê da produção daquele documento, qual era a finalidade de prova no momento da produção documental como também o motivo que levou a guarda do documento, ressaltando que no momento em que são feitas tais indagações é necessário prévio conhecimento referente as atividades meio e fim da organização na qual localiza-se o arquivo.
    A importância de analisar o contexto para a avaliação de documentos imagéticos vai além da além da avaliação realizada em documentos escritos, visto que aqueles devem ser considerados não só o conteúdo informacional, mas também a aparência física, a extensão significativa da fotografia. É necessário que no momento de análise seja estabelecida uma ligação entre o conteúdo informacional e a imagem propriamente dita. Analisar completamente uma fotografia com informações suficientemente preenchidas quanto a esses dois aspectos a serem tomadas como referência na análise de documentos fotográficos poderiam ser evitadas situações que foram relatadas no texto "Contextualización Arquivística de documentos fotográficos" como por exemplo em um certo momento tem-se difuculdade em identificar quais documentos reproduzidos de particulares seriam de fato produtos da instituição e quais seriam coleções privadas pela ausência de conhecimentos arquivísticos suficientes para realizar essa identificação com precisão. Outro exemplo encontrado no texto é quanto ao tratamento das fotos em que as mesmas são tratadas como se tivessem sido produzidas institucionalmente pelo mesmo produtor, não considerando a originalidade da foto.
    Mariá Menezes - 100114521

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  17. Qualquer objeto, ou informação pode ser considerada uma documentação de acordo com a sua importância ou finalidade de seu criador, ou de suas caracteristicas respectivas ao conteúdo no qual esta inserida, ao retirar uma parte dessa informção(documentação) do TODO esta informação fica disassociada perdendo seu valor probatório e/ou historico dependendo do caso, podendo levar o usuário destas informações à decisões equivocadas, procurando informações sobre o assunto em locais desnecessários, perdendo seu tempo ou o conteúdo em sí do documento encontrado, deve-se deixa-lo sempre juntos de forma coerente, predominando maior facilidade no acesso e sua organicidade, no caso do texto é importante se aplicar relacionando aos documentos "imaginéticos", nao só eles como todas as demais documentações, sua administração coerente e lógica é fundamental para a perca das mesmas em seu contexto.

    Douglas Mendes Zica de Oliveira 10/0098851

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  18. A partir da leitura do texto proposto e do conhecimetno adquirido ao longo do curso, pode-se inferir que uma das grandes importâncias no processo de contextualização de um documento imagético, é o principio da proveniência. Diante disto, conclui-se que é necessário contextualizar o documento a partir de seu fundo para que sua avaliação possa obter êxito, pois ao descontextualizar tais documentos (ou qualquer outro documento de arquivo) serão feridos princípios arquivísticos importantíssimos como o da organicidade e respeito ao fundo. Além disso, documentos de caráter orgânico não podem ser desassociados de seu contexto pois são a identidade de seu produtor, portanto, para obter sentido completo precisa estar associados à sua origem.
    Quanto a um exemplo do texto nota-se que se estivesse um detalhamento mais preciso em relação às ações realizadas pela Secretaria de Cultura, desde o momento de sua criação identificaria-se com mais facilidade quais seriam os documentos institucionais pertencentes à prefeitura, relevando assim a presença da perspectiva arquivística.
    Ana Maria Cardoso da Silva 10/0092322

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  19. Com base no texto a "Contextualización Archivística de Documentos Fotográficos", é importante que toda avaliação documental deve ser voltada para a contextualização da organização, da administração ou da sociedade. Essa relação, que ocorre nos documentos, permite que o usuário possa identificar e focalizar melhor a sua busca, tornando-a mais específica. Sem contar a sua relação com os demais documentos produzidos/recebidos pela organização. Com os documentos fotográficos (e imagéticos) esse mesmo conceito também é válida, pois, as importâncias do contexto para a análise fotográfica, não há somente banco de dados das imagens, e sim, um contexto.
    Ainda mais, qualquer documento tirado do seu contexto perde seu caráter probatório, perdendo informações relevantes para um determinado caso. Logo, pode-se inferir que essa organização dos documentos imagéticos são documentos orgânicos, pertencem a uma unidade, e se não existe uma ideia de fundo documental e nem contexto, como é possível ser fazer uma avaliação? Portanto, é necessário o contexto documental. Além disso, por ser um documento arquivística, deve ser respeitado os princípios arquivísticas da proveniência, de acordo com a funda da organização.
    Douglas Pitombo - 09/0111303

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  20. Rodrigo de Freitas Nogueira - 10/0122469

    A organização de acervos fotográficos ainda é recente no serviço público, sabe-se que as instituições de comunicação, como a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), por fazer uso constante de seus arquivos de imagens, requer maior dedicação na organização de seu banco de imagens, mas não é simples assim, as instituições públicas em geral, mal organizam seus documentos, sequer possuem arquivistas, nesse contexto as fotos de sua história, se possuir, são guardadas aleatoriamente e sem muito respeito às condições mínimas necessárias a conservação.

    Mas é fato que os trabalhos com imagens são extremamente desafiantes, nem sempre levam o organizador ao êxito, as imagens institucionais nem sempre são identificadas e é menos frequente ainda que elas estejam acompanhadas de uma ficha de descrição completa.

    Quando não há informações juntamente às fotos, que possam reproduzir o contexto em que foram criadas, sem qualquer descrição ou sem respeitar os princípios arquivísticos essenciais, como o da proveniência e do respeito aos fundos, é praticamente impossível organizá-la de forma a manter sua organicidade e consequentemente representar o contexto de sua produção.

    Alguns arquivos privados organizam melhor seus acervos de fotográficos, apesar de não necessariamente, utilizarem as técnicas arquivísticas adequadas, há grande preocupação na rápida localização de suas imagens, onde a demora, pode implicar em severas perdas financeiras para a instituição.

    Os acervos fotográficos podem representar grande ferramenta de divulgação e reconhecimento institucional, mas para que isso ocorra, as informações constantes nas fotos devem ser consideradas significativas e relevantes para a instituição, pois sua correta organização requer bastante trabalho é investimentos financeiros vultosos, comparados aos arquivos em suporte papel.

    Enfim, reconhecer o papel da fotografia como documento de registro das atividades institucionais é apenas um passo para que os gestores possam contar com essa ferramenta para a tomada de decisão institucional.

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  21. O artigo apresenta a importância de analisar os contextos em que os documentos fotográficos são produzidos. Normalmente, pela falta dessa contextualização, os documentos fotográficos estão deturpados, individualizados ou dissociados de seu sentido administrativo original e organismo produtor. Outro problema destes documentos é a confusão comum que ocorre com o suporte ou com sua técnica de produção. Além disso, o artigo trata das dificuldades de tentar estabelecer a organicidade na produção dos documentos fotográficos, principalmente, pela falta de conhecimento e ausência de informações arquivísticas. Outro questionamento do artigo, reforça que um banco de imagens ou repositório web pode recontextualizar a imagem de acordo com certos interesses, desse modo, pode produzir um novo documento, diferente do original. Para o autor, deve-se entender as particularidades do documento arquivístico como sendo mais significativas que qualquer peculiaridade de cada modalidade de documento. Deve-se preservar o vínculo orgânico dos documentos, para evitar a perda do atributo comprobatório dos documentos fotográficos.
    MARINA SCARDOVELLI DE SOUZA - 11/0157133

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  22. Vinicio Luis 10/0126707

    Ao analisar um documento, é necessário que desde sua produção seja feito um levantamento do contexto da Instituição. No caso de documentos imagéticos, estabelecer regras para sua classificação e descrição desde a produção é de grande importância, sua finalidade diante a Instituição e principalmente, a organicidade. Grande parte das Instituições brasileiras não possuem arquivistas capacitados para a gestão e implementação de politicas arquivisticas no arquivo, e acaba tornando-se um desafio consultar documentos imagéticos a partir de informações vagas que não permitem ao usuário acesso a informação. A importância do principio da proveniência aos documentos de arquivo, no caso, documentos imagéticos podem garantir, a partir de uma contextualização, uma descrição e avaliação que garanta uma destinação adequada preservando a integridade do documento e uma não perda da informação em uma possível consulta.
    Em uma situação hipotética, fotografias foram encontradas em uma caixa de papelão no arquivo permanente de um Tribunal Federal, única informação encontrada foi quanto ao ano que foi tirada as fotografias (1987). Não havia nenhuma informação adicional, muito menos nome do produtor ou finalidade, deixando vaga à interpretação quanto ao motivo do registro das fotografias. Sem uma contextualização não tem como identificar e recuperar a informação.

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  23. Para se avaliar um documento, é necessário se levar em conta o contexto desse documento, pois um documento não deve ser observado de uma forma isolada, como foi o caso dos documentos imagéticos do Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo (citado no texto). Com a falta de cuidado ao se tratar desses documentos, a descrição dos mesmos ficou comprometida e não houve uma descrição do objetivo da criação dos documentos. Há dificuldade também na identificação do produtor documental.
    Um documento pode estar ligado a diversos outros e ter sido originado/utilizado com diferentes objetivos. Fazer tais ligações e estar sempre focando no contexto do documento, independentemente do suporte e formato do mesmo, é fundamental, pois assim ficará mais fácil de se encontrar e também de entender o porque que esse documento existe e com que finalidade ele foi criado.
    Se a avaliação documental for realizada de forma incoerente e fora do contexto que esse documento realmente se apresenta, poderá causar confusão e provavelmente levará o usuário a perda de tempo com uma busca mais cansativa ou até mesmo a não compreensão do usuário quanto a descrição, proveniência e até mesmo da existência do documento procurado.

    YAGO WERNER DE SOUZA ANCELMO - 10/0127771

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  24. A análise do contexto para a avaliação de fotos, imagens e fotografias é de extrema importância. Imaginemos uma foto, e sem ela nenhuma informação que possa nos dizer aonde foi tirada, quem são as pessoas presentes ou qual o lugar que esteja retradado. Se a foto está em um arquivo e um usuário apenas por curiosidade pergunte algo sobre a tal foto, como saberemos responder?
    Daí tiramos como é fundamental um documento de arquivo, no caso uma imagem, ter um informaçãoes que possam facilitar o nosso entendimento.Segundo o texto lido,para entendermos um documento imagético de arquivo produzido na instituição precisamos contextualizá-lo com a série documental e também com os outros documentos que foram gerados com a mesma finalidade.
    A avaliação de fotos, imagens e fotografias precisa seguir todo o contexto por trás de tal documento, dessa forma a procura se torna mais fácil e o serviço mais eficiente.

    Aluna: INGRID CORDOVIL - 10/0012876

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  25. Fotos são situações congeladas de algum lugar em determinado momento. Num acervo como o da Seção Arquivo de Negativos (SAN), a contextualização das imagens é a organização das mesmas, obedecendo a sua proveniência e ordem cronológica. Dessa forma, as imagens no acervo da SAN são um panorama da cidade de São Paulo contado em diversos pedaços recortados, lembrando um quebra-cabeça no momento de construir uma relação entre as fotos e a cidade cronologicamente.
    Como dito no texto, o que se encontra na SAN é um repositório fotográfico, e não mais um arquivo em sentido pleno. É importante citar que o documento de arquivo faz jus ao contexto em que se encontra, e não apenas pelas informações que possui.
    Baseado numa experiência própria, o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) possui uma metodologia de organização menos propensa ao desmembramento do contexto. Ao pesquisar sobre a construção da Torre de Televisão de Brasília, o funcionário veio até mim com uma coletânea específica de documentos imagéticos da construção de edificações importantes na capital. No desenrolar da pesquisa, a construção da Torre de Televisão estava atrelada a outros fatores que foram conhecidos por mim graças aos outros documentos que tive acesso. A contextualização nesse caso propiciou o enriquecimento da pesquisa de forma imensa.


    LUIS ANDRÉ DOS SANTOS MONTEIRO - 12/0056844

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  26. Os acervos fotográficos possuem uma importância muito grande, não devem ser desvinculados do seu fundo e classificada separadamente, fragmentadas por assuntos ou qualquer outra coisa, pois o documento fotográfico não deve ser analisado individualmente. Deve se conservar a ordem original do documento e analisá-lo no contexto em que ele está inserido e para o qual ele foi produzido. Isso é o que raramente ocorre geralmente às empresas tratam os acervos como coleções ou separam as fotografias e documentos imagéticos de uma forma totalmente errada e acaba se perdendo grande parte da informação e do contexto dos documentos e quando isso é requisitado que aparece a surpresa.
    Por esse e outros motivos se faz necessário ter um plano de classificação bem definido e estruturado. Pois caso essas imagens sejam requisitadas para se fazer um histórico dos produtos da empresa e sua evolução com o passar dos anos, como é o caso de empresas como Nestlé que tem uma “pequena exposição” de seus produtos comparando a evolução desde que foram criados até os dias de hoje, sejam recuperadas com rapidez e mantendo o conteúdo original para que haja o mínimo de perda.

    LUIS EDUARDO PEREIRA DE SOUZA - 10/0112579

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  27. Com base no texto: CONTEXTUALIZACIÓN ARCHIVÍSTICA DE DOCUMENTOS FOTOGRÁFICOS, nota-se que o contexto em que os documentos fotográficos estão inseridos é de grande importância, pois muitas vezes sem a devida análise desse contexto, se têm deturpado seu sentido original administrativo, acabando por constituir-se somente em algumas coleções de imagens.
    Arquivos imagéticos, observados somente como unidades individuais, dissociados de seu organismo produtor, reduz drasticamente as chances de uma correta e abrangente compreensão de seu significado. Sendo assim, ocorre um desvio real dos objetivos propostos pela instituição, pois em princípio, se deve tentar fazer referência a conjuntos documentais, para fornecer informações sobre as tarefas abordadas pelos produtores dos documentos, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.
    Como exemplo, temos o fato ocorrido no Departamento de patrimônio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, onde havia a existência de um lote contendo negativos de vidro, esses negativos foram tratados individualmente, separando-se de seu contexto arquivístico, deturpando seu sentido original e diminuindo seu sentido de registro institucional das transformações ocorridas na cidade.
    Dissociar os documentos de seu contexto, significa perder informações de extrema importância sobre os objetivos que nortearam a sua produção. No caso ocorrido em São Paulo, acumular registros de forma a comparar somente o desenvolvimento da cidade desde a década de 1950, não poderia de forma alguma se relacionar com as ações institucionais do município.
    Dessa forma, não respeitar o contexto de produção, implica em não dar a devida importância a esses documentos, diminuindo a preservação e recuperação de suas informações, como também dificultando sua descrição, além disso, a sua separação física, acaba por impedir a reconstituição de sua organicidade.

    JULIANA MARIA ARAÚJO DE SOUSA - 10/0108601

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  28. O texto CONTEXTUALIZACIÓN ARCHIVÍSTICA DE DOCUMENTOS FOTOGRÁFICOS do professor André apresenta uma perspectiva muito interessante sobre os documentos fotográficos.
    Sabemos que todo documento é constituído com um objetivo definido, ou seja, de acordo com as ideias do responsável pela sua produção. Desde sua criação, portanto, ele já vem inserido em um contexto de modo a retratar uma realidade ou fatos, no mínimo direcionados.
    Dessa forma, os documentos fotográficos também sofrem essa mesma influência. Eles são produzidos com um objetivo específico, mesmo que não seja aparente a primeira vista. O que complica a sua contextualização arquivística, visto que torna-se necessário conhecer o contexto em que foi produzido para tratá-lo corretamente. Mas por quê isso?
    A resposta é bem simples. Preservar o contexto permite aos usuários obter mais informações relevantes e substancia as suas pesquisas acerca do determinado documento arquivístico. Esse é um elemento crucial para compreensão do documento.

    Gabriel SPEZIA 10/0101950

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  29. Fotografias são antes de qualquer coisa momentos eternizados, nela encontra-se a ausência, a lembrança, a separação dos que se amam, as pessoas que já faleceram, as que desapareceram, fatos históricos, entre outros. Vão ser provas de um passado muitas vezes distante.
    A guarda desses documentos imagéticos vai apresentar diversas dificuldades, pois tratar fotografias como um documento de arquivo não é tão simples. Muitas das vezes onde se tem documentos textuais com algumas fotografias tudo deve ser analisado de maneira minuciosa e muita das vezes as pessoas acham que a fotografia não tem tanta importância.
    Em acervos fotográficos devem-se dar a real importância do por que ele vai ser um documento arquivistico, qual o seu contexto e a sua finalidade, a sua importância e o seu significado.
    O exemplo da importância da guarda de fotos em determinadas situações, é para arquivo onde tem guarda de documentos de pericias criminais, que vão servir como prova de crime, do que ocorreu, como ocorreu. Essas mesmas fotos não vão ter o mesmo sentido e valor se forem parte do arquivo de um jornal, que vai servir apenas como retrato de uma tragédia, ou fato que ocorreu no momento.
    De acordo com o artigo “Contextualización Archivística de Documentos Fotográficos” um exemplo da má preservação de documentos fotográficos é na Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo (SAN), que localizaram a existência de um lote de negativos de vidro, onde tinha guardadas imagens comparativas da cidade que data entre 1860 e 1920.
    Os negativos de vidro foram tratados de forma individual, o que os separava, inevitavelmente, seu contexto arquivistico. Sua inegável importância, tanto para a história da técnica fotográfica como para a história urbana de São Paulo, diminuiu o sentido de registro institucional sistemático das transformações da cidade.
    As fotos devem ser tratadas, avaliadas e classificadas da melhor maneira, sabendo então a sua proveniência, para que e por que vai ser guardada, qual a importância, considerando sempre a sua organicidade.


    Danyella Cristina 10/0097952

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